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    Crise na Educação

    A obsessão de Weintraub pelas universidades federais

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    Carolina
    Por Carolina Bahia
    11/06/2020 - 05h00 - Atualizada em: 11/06/2020 - 06h39
    Marcos Correa, PR

    O ministro da Educação, Abraham Weintraub, ainda não apresentou um plano de educação para o país com começo, meio e fim, em especial para enfrentar o pós-coronavírus, mas tem uma obsessão: as universidades federais. A medida provisória que permite ao ministro a indicação de reitores dessas instituições durante o período da pandemia é a segunda tentativa de intervenção. Uma outra MP, que previa mudanças nas regras da eleição, perdeu a validade no Congresso.

    O governo, então, tenta uma medida ainda mais radical e antidemocrática, o que poderá atingir quatro das sete universidades gaúchas. Se o presidente do Congresso, o senador Davi Alcolumbre, não devolver essa MP para o Executivo, ela deverá ser derrubada no Supremo Tribunal Federal. Partidos de oposição encaminharam à Corte uma ação alegando a inconstitucionalidade do texto.

    Mais uma vez falta ao governo Bolsonaro o senso de prioridade. Um dos maiores desafios das autoridades públicas é estruturar um planejamento para a área da educação, uma das mais prejudicadas pelos efeitos da pandemia. Isso pode e deve ser feito com a participação da União, de Estados, de municípios e da academia. Mas o ministro aposta em mais uma polêmica desnecessária.

    Atalho para chegar a Guedes

    Presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária, o deputado Alceu Moreira (MDB) se reuniu por 15 minutos com o presidente a República com o objetivo de sensibilizar a equipe econômica. Às vésperas do lançamento do Plano Safra, os produtores brigam por juros mais baixos. Bolsonaro aproveitou para perguntar se o dinheiro para ações de saúde estão chegando na ponta. O deputado disse que sim. O que não está chegando é a determinação para que os bancos renegociem as dívidas dos atingidos pela estiagem. Amanhã, Alceu se reúne com Paulo Guedes.

    Ex-amor

    Pelo jeito, a paradinha do presidente Bolsonaro em frente Ao Palácio da Alvorada não será mais só confete. Uma integrante do MBL cobrou uma declaração sobre os mortos por coronavírus, irritando Bolsonaro. A segurança do Planalto teme que a prática vire hábito daqui para frente.

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