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Política

Investigações da PF podem dificultar campanha do PSDB à Presidência

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Por Carolina Bahia
13/09/2018 - 05h30

Duas operações da Polícia Federal em sequência pesam nos rumos da campanha de Geraldo Alckmin à presidência. Primeiro, foi a prisão do ex-governador do Paraná Beto Richa e, nessa terça (12), mandado de busca e apreensão envolvendo o governador de Mato Grosso do Sul, Ronaldo Fonseca. Richa estava muito bem nas pesquisas, com chance de se eleger ao Senado.

Fonseca, com uma reeleição bem encaminhada. Com tamanho desgaste, os dois estão à beira do precipício. O curioso é que o modelinho de corrupção é muito parecido: autoridades do Executivo, do Legislativo e do Tribunal de Contas recebendo propina de empresas em troca de favores. E a matriz desta fórmula de falcatrua é o MDB Rio de Janeiro. Quer dizer: a vergonha só não é maior porque, infelizmente, essas operações já caíram na rotina.

Mesmo assim, estilhaços atingem a campanha de Alckmin. Embaralhado no segundo andar do pelotão de frente, ele não deslanchou nestas primeiras semanas de propaganda, como imaginavam seus apoiadores. Agora, ele subirá o tom contra Jair Bolsonaro (PSL) e contra o PT, na tentativa de firmar a imagem anti-Lula. Mas os casos envolvendo os colegas de partido só atrapalham a estratégia.

Claro que, do outro lado, um adversário como o petista Fernando Haddad não tem motivo para tocar flauta porque o que não falta no PT é escândalo de corrupção, o próprio Lula está preso. Mas, certamente, Alckmin preferia não ter que explicar os atos de seus governadores. 

 

FRASE 

“O tempo da investigação e o tempo da acusação independem do tempo da política.”  

Dos procuradores da força-tarefa da Lava-Jato, por meio de nota, ao criticarem a possível investigação do Conselho Nacional do Ministério Público de promotores que investigam candidatos.  

 

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Colunista

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O olhar de Santa Catarina no dia a dia da política nacional. O que acontece em Brasília e os feitos no Estado das decisões tomadas na capital do país.

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