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Análise política

O universo paralelo de Temer

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Por Carolina Bahia
16/05/2018 - 04h05 - Atualizada em: 16/05/2018 - 04h04
(EVARISTO SA / AFP)

O Brasil apresentado nas 32 páginas da cartilha distribuída pelo presidente Michel Temer (MDB), durante a cerimônia de balanço do governo, pouco tem a ver com a vida real. É verdade que a inflação caiu, assim com os juros da taxa Selic. Também não é mentira que houve dois reajustes para o Bolsa Família.

O país, no entanto, retoma lentamente o crescimento, amarga a conta de 13 milhões de desempregados, passa por uma de suas piores crises na segurança e não tem o que comemorar nas áreas de saúde e educação.

No longo discurso para uma plateia de ministros, ex-ministros e parlamentares aliados, Temer também deixou de fora as acusações de corrupção. No mundo encantado do presidente, as duas denúncias da Procuradoria-Geral da República e as investigações da Polícia Federal nem foram lembradas. O emedebista afirmou, ao final do discurso, que muito ainda pode fazer nos próximos sete meses.

Nos bastidores do Planalto, no entanto, a luta é pela sobrevivência política e a torcida é para que não apareça uma terceira denúncia. No universo paralelo de Temer, não existe Lava-Jato.

 

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Palmas

As poucas palmas que marcaram o discurso de cerca de uma hora do presidente Temer foram puxadas por integrantes da chamada tropa de choque de Temer, entre eles o deputado Darcísio Perondi (MDB). Os parlamentares estavam entre ministros e ex-ministros.

 

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Não foram

Três ex-ministros não apareceram na cerimônia do balanço dos dois anos do governo Temer. Henrique Eduardo Alves e Geddel Vieira Lima estão presos. Marcelo Calero, ex-ministro da Cultura, saiu do governo depois de ter denunciado Geddel por pressionar por uma obra irregular em Salvador. Crítico do governo, Calero confirmou à coluna que não foi convidado.

 

No STJ

Os ministros da 1ª turma do STJ julgam amanhã recurso do governo catarinense para não pagar R$ 50 mil de indenização ao ex-vereador Beto Junkes (PDT), de Guaramirim. Na ação, ele alega que foi torturado por policiais militares em uma abordagem de trânsito, em 2010. O Estado argumenta que o valor é exorbitante e tenta reduzir para R$ 15 mil.

 

Frase

"Calar um membro do Ministério Público é impor uma mordaça a todos os seus integrantes. Silenciar a livre expressão do pensamento seja de quem for impede a evolução das ideias e contribui para sedimentação de vícios.”

Trecho do manifesto assinado por mais de 400 procuradores da República e promotores de justiça em defesa da liberdade de expressão e do procurador da Lava-Jato, Carlos Fernando Lima.

 

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