Clássico é clássico e vice-versa, dizem os antigos. Portanto, não é a derrota para o Uruguai o que mais assusta e choca. Mas, sim, a desesperadora crise de talentos que afeta a seleção brasileira. “Nossos jogadores estão em prateleiras inferiores”, afirma o cronista esportivo Gilmar Ferreira. Certeiro. Basta meditar por alguns minutos e perceber: nenhum de nossos “craques” é protagonista nos grandes clubes europeus. (Neymar não conta, nosso ex-craque ainda em atividade está no poderosíssimo futebol saudita.)

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Nos acostumamos com Nilton Santos, Marinho Chagas, Júnior, Roberto Carlos, Branco, Carlos Alberto Torres, Nelinho, Leandro, Jorginho, Cafu. Hoje, a seleção brasileira não tem laterais. Adorávamos ver Didi, Zito, Gérson, Clodoaldo, Falcão, Zico, Rivaldo, Ronaldinho Gaúcho. Hoje não temos talentos no meio-campo. Nos orgulhávamos de nossos artilheiros: Garrincha, Amarildo, Jairzinho, Ronaldo, Bebeto, Romário. Hoje não temos quem ponha a bola na rede adversária. Aliás, sequer a seleção brasileira tem técnico.


Que artilheiro temos como o britânico Harry Kane? Que meio-campo temos como o também britânico Jude Bellingham? Que atacante temos parecido com o francês Kylian Mbappé? E para lembrar os uruguaios, que meio-campo temos que jogue como Federico Valverde, verticalmente, de um gol a outro?
Como tudo hoje se transforma num fla-flu de agressões verbais e xingamentos, podem atirar as pedras.

Sei que temos bons jogadores como Vinícius Júnior e Rodrygo. Mas é muito pouco para a história gloriosa da seleção pentacampeã mundial. A crise é mais grave do que pensa a nossa vã e simplista filosofia.

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