Entrei no bolão da firma e pitaquei: vai dar França e Portugal na decisão da copa norte-americana. Como não visto a fantasia de “Pacheco” — aquele torcedor fictício criado nos anos 1980, símbolo do ufanismo cego e pai da corrente “pachequista” da filosofia —, não acredito na Seleção Brasileira.

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A França é a mais forte das 48 seleções. Venceu em 2018, foi vice em 2022 e segue firme para 2026. Tem ótimos jogadores em todos os setores do campo e um treinador bastante capacitado.

Campeão como jogador em 1998, Didier Deschamps comanda o time desde julho de 2012. Ele sabe muito bem as peças que tem em mãos, como Kylian Mbappé, Ousmane Dembélé e Michael Olise. E sabe o que fazer com elas.

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Já Portugal, minha segunda opção para a final, pode surpreender. É uma seleção cheia de craques, comandada pelo espanhol Roberto Martínez. Cristiano Ronaldo, Bruno Fernandes, Bernardo Silva, Vitinha, João Neves, Nuno Mendes & Cia. podem levar os portugueses ao título mundial inédito.

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Ah, eu acredito. Aqui, claro, o coração lusitano fala muito alto.

Afinal, “Tenho em mim todos os sonhos do mundo”, como diria o conterrâneo Fernando Pessoa.  

Outros fortes candidatos: Espanha, Inglaterra, Argentina (atual campeã), Alemanha.

Pode dar uma zebra? Difícil. Temos Holanda, Marrocos, Colômbia, Noruega.

Volto à Seleção Brasileira. Um time que não me convence.

Desarrumado, repleto de ausências. Mas como diz o grande amigo Lédio Carmona, Copa do Mundo é uma competição diferente, uma caixinha de surpresas: tudo depende dos chaveamentos, dos cruzamentos, das zebras e da sorte também. Com tudo isso, sim, o hexa é possível. 

Afinal, “Sonhar é acordar-se para dentro”, como diria diria o gigante Mario Quintana.

PS: Um lateral é cortado. Para sua vaga, convoca-se um atleta do meio-campo. É a interminável crise da “lateralidade”, como dizem os boleiros.

PS1: Precisamos abrir os olhos com a seleção de Marrocos. A nossa estreia promete ser de perigo extremo.

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