Apaixonado por futebol desde molecote, me acostumei a ver — e amar — os grandes laterais brasileiros. Uns mais marcadores, outros quase atacantes, tinha para todos os gostos. Djalma Santos, Nilton Saltos, Zé Maria, Carlos Alberto Torres, Marco Antônio, Everaldo, Nelinho, Marinho Chagas, Leandro, Júnior, Josimar, Pedrinho, Cafu, Jorginho, Leonardo, Branco, Marcelo, Roberto Carlos, Daniel Alves, Mazinho, Belletti, Rafinha, Felipe e muitos outros. Até o China, o Cocada e o Peri da Pituba eram bons de bola.
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Neste elenco citado acima encontramos um misto de raça, personalidade, elegância, agilidade, vigor, coragem, precisão, estratégia, habilidade, liderança, criatividade, talento. Vários deles brilharam nos principais times do Brasil e do mundo.
Carlos Alberto Torres, cheio de categoria, foi o capitão do tri em 1970.
Cafu, cheio de força, o capitão do penta em 2002.
E agora? Sem mais nem menos, a fonte secou. Vivemos uma abstinência de laterais. Os quatro convocados para a copa norte-americana são: Wesley, Douglas Santos, Alex Sandro e Danilo. Como diria o antigo narrador: “Pelo amor de meus filhinhos”.
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Talvez a escassez de laterais seja um dos grandes mistérios do futebol. Talvez ela seja reflexo de mudanças estruturais feitas nas categorias de formação dos clubes. Talvez seja resultado do desejo dos treinadores por atletas polivalentes. Assim deixamos de lado as laterais.
(Parênteses: o lateral-direito marroquino Hakimi e o lateral-esquerdo português Nuno Mendes são os melhores do mundo atualmente. Ligeiros, velozes, habilidosos, criativos. E que tremenda coincidência: ambos jogam no Paris Saint-Germain, bicampeão europeu.)
Este é um dos grandes desafios de Ancelotti para a Copa de 2030 (isso mesmo, minha cabeça já está em 2030). Buscar e encontrar laterais à altura de nossa história futebolística. Ele conhece a importância deles em campo. Quando jogava no Milan, Ancelotti tinha a seu lado o espetacular lateral-esquerdo Paolo Maldini, um dos maiores craques da Itália.
“A saudade é o que faz as coisas pararem no tempo”, escreveu o espetacular poeta Mario Quintana.
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“Pitacos do Kaiser” é a seção no NSC Total em que o diretor de Conteúdo da NSC, César Seabra, traz opiniões curtas — e grossas — sobre a Seleção e sobre a Copa do Mundo
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