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    A quem interessa Moisés ou Daniela no governo de Santa Catarina

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    Dagmara
    Por Dagmara Spautz
    03/11/2020 - 08h47
    Carlos Moisés e Daniela Reinehr
    Carlos Moisés e Daniela Reinehr (Foto: Reprodução)

    Os movimentos da Assembleia Legislativa, na última semana, indicam uma inclinação dos deputados em jogar uma pá de cal sobre os processos de impeachment contra o governador Carlos Moisés (PSL) – e, se possível, recebê-lo de volta de braços abertos. A senha foi dada na eleição dos membros do Legislativo para o segundo Tribunal de Julgamento, que aponta para o arquivamento do processo. Pelo menos, por parte do Legislativo.

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    Dois cinco deputados escolhidos, os dois que teriam maior dificuldade de justificar uma mudança de posição em relação ao impedimento de Moisés seriam Laércio Schuster (PSB) e Valdir Cobalchini (MDB). Mas a conclusão das investigações da Polícia Federal, que não encontraram nada contra o governador afastado no caso dos respiradores, trouxe o lastro necessário para a mudança de rumo nos votos.

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    Moisés também terá que enfrentar um novo julgamento em relação ao primeiro impeachment. Mas, nesse caso, tudo aponta que tem vantagem. Se o cenário se confirmar, poderemos ter em Santa Catarina não apenas o primeiro governador afastado por um Tribunal de Julgamento no país. Mas também o primeiro a escapar dele.

    Para além da inexperiência e da falta de articulação política da substituta, Daniela Reinehr, a resposta para esse ioiô político está logo ali, em 2022. Desde que o deputado Sargento Lima (PSL) decidiu mudar o rumo da história de Santa Catarina, novatos e experientes na política fazem cálculos para definir quem representa o melhor cenário nas próximas eleições para o Governo do Estado. E há inúmeros retratos à frente.

    Perceba que Moisés afirma, há muito tempo, que não tem interesse em concorrer à reeleição. Mas tende a se sentir 'empoderado' ao se salvar de um impeachment que era dado como certo. Já Daniela parece ter maiores aspirações políticas, e pode ser uma ‘pedra no sapato’ de futuros candidatos.

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    Adicione-se aí o ‘fator Bolsonaro’, o selo-desejo para uma fatia dos que pretendem se lançar candidatos nas próximas eleições. O presidente daria as mãos a um deputado ou senador catarinense em troca de fidelidade no segundo mandato, ou abraçaria Daniela na tentativa de reeleição? Essa é a resposta que os articuladores tentam buscar.

    As próximas peças que serão movidas nos processos de impeachment contarão a história que veremos nas urnas de SC em 2022. E não se engane, caro leitor: estão sendo escolhidas para o jogo com muito cuidado, para além da Alesc.

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