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    Anac investiga pouso frustrado de helicóptero com marca da Havan em píer de SC; vídeo

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    Por Dagmara Spautz
    22/02/2021 - 13h07 - Atualizada em: 22/02/2021 - 15h34
    Helicóptero tenta pousar em píer em Porto Belo
    Helicóptero tenta pousar em píer em Porto Belo (Foto: Reprodução)

    A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) instaurou um procedimento administrativo para apurar a regularidade da tentativa de pouso de um helicóptero com a logomarca da rede de lojas Havan em um píer, em Porto Belo, no último sábado (20). Imagens que circulam nas redes sociais mostram que a aeronave tenta duas vezes alcançar o solo, mas balança. O piloto, então, desiste da manobra.

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    O pouso frustrado ocorreu em uma pousada, que fica na baía do Caixa D´Aço. As imagens mostram que, na segunda tentativa, a aeronave chega a ficar parcialmente sobre o píer. Há diversas pessoas em volta e, no vídeo, é possível ver que um homem – aparentemente, um funcionário do local – coloca as mãos na cabeça ao ver que o piloto não está conseguindo pousar. As redes sociais da pousada indicam que é comum que helicópteros desçam no píer.

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    Apesar de estar estampada com a marca da Havan, a aeronave envolvida na manobra não faz parte da frota da empresa. Trata-se de uma permuta de publicidade, segundo nota encaminhada pela varejista:

    “Em relação a um vídeo que está circulando nas redes socais, a Havan esclarece que este helicóptero não faz parte da nossa frota de aeronaves. É um helicóptero que usa um heliponto em um terreno de nossa propriedade e, em troca disso, estampa a logo da empresa, como forma de publicidade. A Havan possui três helicópteros a serviço da empresa e que operam sempre com a maior segurança”.

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    A Anac informou que o pouso em local não homologado é permitido “em alguns casos”. A Agência afirma que, se durante o processo for identificada irregularidade em relação às normas de aviação civil, os responsáveis pela operação poderão ser penalizados.

    Piloto diz que não há irregularidade

    A manobra foi feita pelo piloto José Viana, de Balneário Camboriú. Ele disse à coluna que não houve irregularidade no pouso, e que arremeteu ao sentir que o vento não o deixaria pousar com segurança. Ele disse que foi a Porto Belo para buscar o filho, que estava na pousada. 

    - Eu já pousei ali outra vez para pegar uma pessoa, só que aquele dia (sábado) tinha um vento irregular, o helicóptero não estava parando. É um lugar restrito, mas o piloto tem que ter a capacidade de saber se dá ou não. Eu já efetuei pouso ali em outra ocasião e por isso sei que dá. Só que aquele dia não deu, eu tentei por um lado e não deu, fui por outro e outra forma e também não deu. Quando eu baixei no píer, inclinou por trás. Eu controlei ele (o helicóptero) e fui embora. – disse.

    O piloto acredita que a repercussão tenha ocorrido devido à marca da Havan na aeronave.

    - (Se) você tenta pousar e não deu certo, você arremete e vai embora. É uma coisa lógica. Agora criou-se uma polêmica, mas se não tivesse o adesivo da Havan no helicóptero teria saído uns dois, três vídeos e acabou. O problema está no nome – avalia.

    Show pirotécnico

    Em janeiro de 2019, um helicóptero pilotado por Viana que tinha a logomarca da Havan foi interditado pela Anac depois que ele usou a aeronave para fazer um show pirotécnico sobrevoando a orla de Balneário Camboriú, no Réveillon, minutos antes da virada de ano. 

    Na época, a Superintendência de Ação Fiscal da Anac entendeu que o registro da aeronave não permitia esse tipo de atividade. 

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