nsc
    nsc

    Educação

    Bloqueio de recursos federais mantém IFC sob risco de paralisação

    Compartilhe

    Dagmara
    Por Dagmara Spautz
    29/08/2019 - 18h16 - Atualizada em: 29/08/2019 - 18h18
    IFC Camboriú abraçado pelos alunos em protesto
    IFC Camboriú abraçado pelos alunos em protesto (Foto: Divulgação)

    O Instituto Federal Catarinense (IFC), que mantém 15 campi no Estado e atende mais de 11 mil estudantes, chega ao final de agosto com verbas de custeio no limite e apreensão sobre a manutenção das atividades nos próximos meses. O dinheiro em caixa cobre as despesas por mais 20 dias, e o risco de paralisar as atividades não foi afastado.

    Oficialmente, o contingenciamento de R$ 18 milhões atinge 39% do valor orçado para o custeio da instituição. Mas o governo federal sequer liberou totalmente, até agora, os outros 61%.

    As liberações não são de verba, mas de limite de gastos. No momento, o IFC tem disponíveis 58% do orçamento de custeio que estava previsto para 2019. É daí que sai o pagamento das contas de água, luz, telefone, e contratos terceirizados.

    O bloqueio já levou à redução de atividades como a participação na Mostra Nacional de Iniciação Científica e Tecnológica Interdisciplinar (Micti), e à demissão de terceirizados, principalmente nos campi agrícolas, que têm mais demanda de trabalho. O IFC Camboriú, que perdeu 19 trabalhadores, foi o mais afetado.

    A preocupação, agora, está na manutenção dos Programas de Auxílio Estudantil. Estão incluídas bolsas para alunos em situação de vulnerabilidade, para que não abandonem os estudos, e moradia nos campi agrícolas para os alunos que vivem em locais afastados. Esses programas custam cerca de R$ 800 mil por mês, uma verba que a instituição não terá como cobrir caso o governo federal não sinalize com o desbloqueio de recursos.

    Para sobreviver, o IFC precisa da liberação de pelo menos 5% do orçamento em setembro.

    Público

    O comprometimento de atividades como a Mostra Nacional de Iniciação Científica e Tecnológica Interdisciplinar (Micti) é uma mostra do reflexo que o bloqueio de verbas traz ao ensino público federal. O IFC também cortou auxílios para participação em eventos e visitas técnicas, compra de insumos e equipamentos para laboratórios.

    Tudo isso é importante para o ensino integral dos estudantes – a maioria, alunos de Ensino Médio técnico. Um modelo que, tradicionalmente, tem as melhoras notas do Enem entre as escolas púbicas do país.

    Deixe seu comentário:

    Últimas do colunista

    Loading...

    Mais colunistas

      Mais colunistas