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    Como os Correios ajudaram a Polícia Federal a desvendar tráfico de armas em encomendas

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    Por Dagmara Spautz
    05/03/2020 - 11h34 - Atualizada em: 05/03/2020 - 12h15
    Operação Gun Express (foto: Reprodução)
    Operação Gun Express (foto: Reprodução)

    As investigações da operação Gun Express (arma expressa), deflagrada pela Polícia Federal na manhã desta quinta-feira (5) em nove estados, incluindo Santa Catarina, tiveram a colaboração dos Correios. As informações da empresa ajudaram a PF a desvendar um esquema de tráfico internacional de armas que ocorria desde 2016, e abastecia criminosos em todo o país com armamentos.

    A Polícia Federal do Paraná descobriu que diversas armas vinham sendo encontradas entre as correspondências nos Correios. Mas eram encaminhadas diretamente ao Exército Brasileiro, sem que houvesse investigação dos casos por órgãos policiais.

    A pedido da PF, a empresa passou então a comunicar cada uma das encomendas suspeitas e a colaborar com a apuração.

    Em dois anos de investigação, o resultado foi a apreensão de pelo menos 50 armas, além de 20 seletores de rajada, 39 marcadores de pontaria, 107 carregadores e mais de duas mil munições.

    Enviadas em Foz

    Os dados dos Correios ajudaram a polícia a identificar que as postagens eram feitas de Foz do Iguaçu. As armas, segundo a PF, eram compradas no Paraguai e viajavam para distribuidores na Bahia e no Rio Grande do Norte. Até fuzis foram vendidos pelo grupo, de acordo com a polícia.

    O que era enviado pelos Correios saía escondido em meio a equipamentos de treino para artes marciais. Outra parte das armas era enviada dentro do tanque de combustível de veículos, que viajavam para o Nordeste com o apoio de batedores.

    De acordo com a Polícia Federal, era para esse tipo de operação que o grupo usava transportadores de outros estados – inclusive em Santa Catarina. Na manhã desta quinta foram cumpridos mandados judiciais em Itajaí, Lages e São Miguel do Oeste, onde uma pessoa foi presa.

    Armas para assaltantes

    As investigações mostraram que a quadrilha abastecia com armamentos criminosos em todo o país, suspeitos de envolvimento em assaltos e tráfico de drogas. As armas apreendidas pela operação têm origem nos Estados Unidos, Áustria, República Tcheca, Coreia do Sul, México, Turquia e Brasil – armamento feito para exportação.

    A operação cumpriu ao todo 62 mandados de busca e apreensão e 10 mandados de prisão preventiva. Todos os presos já têm ficha criminal, segundo a PF, por delitos que vão de falsidade ideológica a sequestros.

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