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    Coronavírus: promotores de feiras de negócios pedem ao governo que autorize retomada com regras

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    Por Dagmara Spautz
    27/04/2020 - 11h07 - Atualizada em: 27/04/2020 - 14h08
    Feistock, em São Bento do Sul (foto: Divulgação)
    Feistock, em São Bento do Sul (foto: Divulgação)

    Um ofício do Movimento de Promotores e Organizadores de Feiras e Eventos de Santa Catarina pede que o Governo de Santa Catarina desvincule as feiras de negócios de outras atividades, e estabeleça um calendário para a retomada. O grupo representa cerca de 30 entidades e mais de 1,7 mil empresas expositoras. O documento afirma que os eventos poderão ajudar na retomada econômica do Estado pós-pandemia, com estimativa de gerar até R$ 1,3 bilhão em negócios nos próximos meses.

    O cálculo leva em conta as projeções de 18 feiras, em diferentes cidades de SC, com mais de 2,3 mil expositores. Os eventos foram adiados todos para o segundo semestre, devido à pandemia – mas os empresários do setor querem uma definição do Estado quanto a prazos, para reabertura de agenda.

    O argumento é de que as feiras de negócios têm características diferentes de outros eventos, como shows e congressos, por exemplo. Por isso, os organizadores defendem que sejam enquadradas no mesmo modelo de decreto que liberou o funcionamento se supermercados e shoppings, com regras como o controle de público, uso obrigatório de máscara e álcool em gel.

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    Sócio da TBS, empresa que organiza a Feistock, em São Bento do Sul, Jonathan Roger Linzmeyer diz que as feiras têm meios de obedecer a restrições impostas pelo Estado. Há contadores de público, por exemplo, que podem limitar o acesso.

    - O que queremos é que o governo nos dê um Norte. Que diga a partir de quando haverá liberação das feiras com acesso restrito – comenta.

    O ofício entregue ao governador também chama atenção para a proposta de usar centros de eventos para a instalação de hospitais de campanha – como foi anunciado em Itajaí. A preocupação é com o período em que os espaços estarão inviabilizados.

    - Espera-se que seja considerado o retorno das atividades, porque um hospital de campanha vai levar 6 a 8 meses para ser desmontado – avalia Alonso José Torres, presidente da Ópera Eventos, que realiza a Expogestão em Joinville.

    Questionado pela coluna, o Governo do Estado respondeu nesta segunda-feira (27) à tarde que não pretende liberar atividades que "promovam aglomerações": "No momento, o Governo do Estado não avalia a liberação de atividades que promovam aglomerações. A avaliação dos cenários é constante, porém a pandemia ainda exige precauções. Todas as decisões do Governo do Estado levam em consideração as diretrizes do Ministério da Saúde e da Organização Mundial da Saúde".

    O que pede o Movimento

    1. AUTORIZAÇÃO imediata para reabertura do calendário de Feiras e Eventos em Santa Catarina, cujo plano deverá levar em consideração a característica de operação de cada atividade, ou seja: a) Feiras de Negócios; b) Congressos; c) Shows; d) Palestras; d) Festas; f) Jogos Esportivos e outros.

    2. PRIORIDADE para a liberação das FEIRAS DE NEGÓCIOS, tendo em vista a importância das mesmas para o desenvolvimento de negócios e movimentação da economia, onde são envolvidos dezenas de setores. Com a experiência já acumulada de outros setores que estiveram em funcionamento no período do enfrentamento da pandemia, poder-se-á garantir todas as melhores práticas para a segurança e proteção dos expositores e participantes. Salientamos que diversas Entidades e Empresas que subscrevem esse documento, já possuem Feiras já comercializadas para 2020 e que estão no aguardo da liberação, por parte do Governo e autoridades sanitárias, para dar continuidade aos processos;

    3. ELABORAÇÃO de um plano de apoio e incentivo aos eventos já programados, como também para elaboração e captação de projetos que possam beneficiar toda a cadeia produtiva, tão importante no trade turístico para o Estado de Santa Catarina;

    4. NÃO UTILIZAÇÃO de pavilhões e espaços de eventos para instalação de “Hospitais de Campanha”, o que obrigaria um bloqueio por um tempo mínimo de 06 (seis) meses, inviabilizando o calendário de eventos até 2021, ampliando a crise no setor.

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