A reforma administrativa do governo Jorginho Mello já tem data prevista. A substituição de peças-chave do secretariado ocorrerá logo após a votação do pacote de projetos que o governador enviou à Alesc, que inclui mudanças no sistema de Previdência e no desconto de 14% dos aposentados do Estado.

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Há trocas para viabilizar candidaturas no ano que vem, e outras por avaliação de desempenho. A previsão é que o anúncio e a “dança das cadeiras” ocorram por volta do dia 20 de dezembro. A avaliação interna é que uma troca antes disso poderia dispersar os esforços, que até lá estarão concentrados na aprovação dos projetos.

A decisão do governo de reformular o secretariado antes da virada de ano faz sentido o ponto de vista político. Os secretários que estão em vias de deixar o cargo já estão com o “café frio”, o que atravanca a tomada de decisões. Mesmo sem anúncio oficial, as pastas que terão troca de comando já circulam nos bastidores – a coluna de Anderson Silva adiantou algumas das mudanças na última semana.

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Estender a permanência dos secretários que estão com um pé fora do governo aumentaria o risco de descontinuidade, o que é um preocupação no Centro Administrativo.

Outro ponto é que, uma vez decididas as substituições, fazê-las no período de recesso legislativo é visto como “recomendável” no meio político. Dá tempo para calibrar expectativas e ajeitar as engrenagens antes do segundo ano de governo.

Em tempo: Jorginho não gosta do termo reforma administrativa, e o governo não deve utilizar na movimentação de fim de ano. A tendência é que as substituições sejam tratadas como um realinhamento pontual.

Veja quem deixará o governo:

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