A JBS assinou contrato com a Mada Araújo Asset Management Ltda para operar, oficialmente, o Porto de Itajaí, por meio da subsidiária Seara. Como a coluna informou em primeira mão na última semana, representantes da Seara já estavam trabalhando na transição desde que a transferência de cotas foi autorizada pela Agencia Nacional de Transportes Aquaciários (Antaq), na terça-feira (21).

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A gigante do setor de alimentos passa a ser proprietária de 70% das cotas da Mada Araújo no Porto de Itajaí – empresa que venceu o edital para operação temporároa do porto, por um período de dois anos, até o leilão de concessão definitiva, que está em tramitação no Ministério dos Portos e Aeroportos.

A negociação, que foi intermediada pelo deputado federal Carlos Chiodini, levou cerca de dois meses para ser concluída. A solução da venda de cotas foi vista como a mais viável para destravar rapidamente o processo de reabertura do porto. A coluna apurou que a Mada Araújo tinha dificuldades de caixa para colocar o terminal em operação.

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A chegada da JBS/Seara traz uma nova perspectiva ao Porto de Itajaí, que não recebe contêineres desde o final de 2022, quando terminou o contrato de arrendamento com a APM Terminals. A multinacional brasileira, no entanto, ainda precisa preparar o porto para a chegada das cargas conteinerizadas – há investimentos a serem feitos no pátio e instalação de novas câmeras, por exemplo.

A expectativa é que as operações iniciem no segundo semestre, com um armador parceiro que ainda não foi anunciado. A JBS/Seara tem o compromisso de entregar uma movimentação de 44 mil TEUs mensais – medida que corresponde a contêineres de 20 pés. Foi esse o número que levou a Mada Araújo a vencer o edital de concessão temporária.

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Pesa a favor da multinacional brasileira o fato de que a empresa já possui carga a ser transportada. É uma das maiores exportadoras de proteína animal, e o transporte de carga frigorificada, considerado o “filé” do setor portuário, é a especialidade do Complexo Portuário do Itajaí-Açu.

O Porto de Itajaí é público, de propriedade da União, e a operação é privada, como determina a Lei dos Portos. É o único porto do país com gestão municipalizada.

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