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Mais de 40 pinguins aparecem mortos na praia de Bombinhas

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Por Dagmara Spautz
23/08/2019 - 09h43 - Atualizada em: 23/08/2019 - 13h59
Foto: Projeto de Monitoramento de Praias, Divulgação
Foto: Projeto de Monitoramento de Praias, Divulgação

O Projeto de Monitoramento de Praias da Bacia de Santos, que controla o encalhe de animais marinhos na costa de Santa Catarina, registrou entre quinta e sexta-feira mais de 40 pinguins mortos na orla de Bombinhas. Os animais foram encontrados nas praias de Mariscal, Canto Grande e Zimbros.

Os pinguins, que são da espécie pinguim-de-magalhães, ainda passarão por necropsia, que indicará a causa da morte. Mas o oceanógrafo Jeferson Dick, coordenador da Unidade de Estabilização do Projeto de Monitoramento de Praias, acredita que os animais tenham morrido por causas naturais. Estão muito magros, e não resistiram ao desgaste da viagem de volta à Patagônia.

Segundo Dick, todos os pinguins recolhidos são juvenis e estavam em sua primeira viajem migratória, possivelmente num mesmo grupo. Os pesquisadores acreditam que as aves não tenham conseguido se alimentar adequadamente, o que trouxe dificuldade para lutarem contra as correntes marinhas.

O Instituto Anjos do Mar, que atua em Bombinhas, também localizou cerca de sete pinguins debilitados nos últimos dias. A maioria foi encaminhada para recuperação. O Instituto também recolheu um lobo marinho morto esta semana.

Lobo marinho estava morto na praia
Lobo marinho estava morto na praia
(Foto: )

Menos pinguins

A situação dos pinguins em Bombinhas foi, até agora, isolada. Este foi um ano de poucos resgates da espécie em Santa Catarina - de janeiro a julho, o Projeto de Monitoramento de Praias contabilizou 338. No mesmo período, em 2018, foram 6,8 mil.

O pesquisador André Barreto, professor da Univali e coordenador do projeto, explicou que há uma grande oscilação em relação aos pinguins. A cada cinco anos, em média, eles costumam aparecer em grande quantidade em SC. A continuidade do levantamento, que passa diariamente pelas praias do Estado, deverá ajudar a compreender o fenômeno.

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O que acontece de mais relevante em boa parte do litoral catarinense, especialmente Itajaí e Balneário Camboriú. Fontes exclusivas e informações de credibilidade nas áreas de política, economia, cotidiano e segurança.

dagmara.spautz@somosnsc.com.br

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