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Operação da PF e Interpol prende ex-policial em ação contra o tráfico internacional em SC

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Por Dagmara Spautz
12/08/2020 - 08h40 - Atualizada em: 12/08/2020 - 08h44
Polícia Federal de Santa Catarina
Polícia Federal de Santa Catarina (Foto: Tiago Ghizoni, Arquivo NSC)

Uma operação contra o tráfico internacional aéreo de drogas, deflagrada pela Polícia Federal da Bahia, em parceria com a Interpol, cumpriu mandados de prisão e de busca e apreensão em Santa Catarina nesta quarta-feira (12). O alvo é um ex-policial Militar baiano que estava vivendo em um apartamento na Praia Brava, em Itajaí.

> Narcos: Operação da PF que mira uso de aviões pelo tráfico de drogas cumpre mandados em sete cidades de SC

Batizada de Olossá, a operação investiga o envio de drogas para a Europa e a Ásia usando “mulas”, pessoas que transportam entorpecentes escondidos na bagagem em troca de dinheiro. São cumpridos ao todo 12 mandados de prisão e 10 de busca e apreensão, nos estados da Bahia, Sergipe, Maranhão, Pará, São Paulo e Santa Catarina. A Interpol ficou responsável pelo cumprimento de três mandados de prisão no exterior, dois na Espanha e um na Tailândia.

> Santa Catarina é rota de tráfico internacional para a Europa

A apuração começou em 2019, por meio de informações recebidas no Disque Denúncia da Secretaria de Segurança Pública da Bahia. Durante as investigações, a polícia conseguiu prender em flagrante 10 pessoas que tentavam embarcar para o exterior levando drogas na mala. As prisões ocorreram em aeroportos da Bahia, São Paulo, Pernambuco, Ceará e Paraná. Também foram detidas três pessoas que faziam o transporte e a entrega das malas prontas para as “mulas”.

Polícia encontrou drogas na operação desta quarta-feira
Polícia encontrou drogas na operação desta quarta-feira
(Foto: )

A Polícia Federal descobriu que o dono de uma barraca de praia, na cidade de Lauro de Freitas, usava o local para aliciar pessoas que levariam a droga para o exterior. Ele também se responsabilizava pela compra de passagens, por fornecer documentos e dinheiro para a viagem.

Se o envio funcionasse, e a droga chegasse ao destino, a “mula” recebia R$ 20 mil. Para a quadrilha, o retorno chegava próximo de R$ 500 mil. A polícia descobriu que, com o passar do tempo, algumas “mulas” passaram a ocupar cargos na organização criminosa. Algumas dessas pessoas se mudaram para o exterior, e eram responsáveis por recepcionar os viajantes que chegavam com drogas na bagagem.

Esta é a segunda fase da Operação Olossá. A primeira foi deflagrada em 10 de março deste ano, quando cinco pessoas foram presas nas cidades de Salvador e Ipiaú (BA), e Ananindeua (PA). A análise do material apreendido ajudou a identificar os líderes do grupo. Os investigados poderão responder por organização criminosa, tráfico de drogas e lavagem de dinheiro.

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O que acontece de mais relevante em boa parte do litoral catarinense, especialmente Itajaí e Balneário Camboriú. Fontes exclusivas e informações de credibilidade nas áreas de política, economia, cotidiano e segurança.

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