A política e o Judiciário de Santa Catarina compareceram em peso em Brasília à posse do catarinense Fernando da Silva Comin no Conselho Nacional do Ministério Público, que foi seguida de um concorrido almoço na Capital Federal.

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O grupo foi bastante eclético: do governador Jorginho Mello (PL) ao ministro Marco Buzzi, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), incluindo o Procurador Geral do Estado, Márcio Vicari, os deputados federais Carlos Chiodini (MDB) e Julia Zanatta (PL), a deputada estadual Paulinha (Podemos), o prefeito da Capital, Topázio Neto (PSD), o procurador Geral de Justiça, Fabio Trajano, membros do MPSC e do Judiciário em SC.

Sinal de prestígio para o novo conselheiro, que foi eleito no ano passado com votos de todo o país após dois mandatos como Procurador Geral de Justiça em Santa Catarina. Comin fez um caminho surpreendente ao ser alçado ao cargo de conselheiro como promotor de Justiça, antes mesmo de ingressar na carreira de procurador, passo seguinte na carreira no MPSC. Resultado do bom trânsito institucional e da reconhecida habilidade para articular e ocupar espaços relevantes, como a presidência do Grupo Nacional Processual do Conselho Nacional de Procuradores Gerais enquanto chefiou o MPSC.

Quem é Fernando Comin, catarinense que vai atuar no Conselho Nacional do Ministério Público

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Alguns pontos específicos na experiência do ex-PGJ em SC o ajudaram a conquistar a confiança de seus pares em outras regiões no Brasil, o que foi fundamental na eleição. Além da atuação institucional em favor da carreira, foram muito bem vistos internamente posicionamentos de Fernando Comin no Ministério Público o combate ao racismo e aos crimes de ódio em Santa Catarina, com a criação de uma Promotoria de Justiça especializada, o fortalecimento do combate à corrupção e a atuação do Ministério Público de Santa Catarina na pandemia e contra atos antidemocráticos.

É a segunda vez na história que um membro do MPSC integra o Conselho Nacional do Ministério Público. O ex-Procurador-Geral de Justiça Sandro José Neis, hoje Desembargador do Tribunal de Justiça de Santa Cataria via quinto constitucional, fez parte do CNMP de julho de 2007 a julho de 2011, atuando, também, como Corregedor Nacional do MP.

Além de uma vitória pessoal para Comin, a chegada ao cargo é uma vitória para Santa Catarina. A última indicação de um catarinense para o CNMP, em 2021, bateu na trave com rejeição do Senado ao juiz Paulo Farias, que foi indicado pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

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