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Professor de Balneário Camboriú está na fila de espera por um transplante de rim

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Por Dagmara Spautz
16/05/2019 - 14h50 - Atualizada em: 16/05/2019 - 15h50
Dante Tomio
Dante Tomio (Foto: Luiz Carlos Souza)

A campanha institucional da NSC Comunicação, para incentivar a doação de órgãos, é inspirada em histórias como a do professor Dante Tomio, de Balneário Camboriú, que está há um ano na fila de espera por um transplante de rim. Três vezes por semana, ele passa quatro horas ligado à máquina de diálise, que faz a filtragem do sangue – algo que seus rins já não conseguem fazer. Precisou abrir mão de parte das aulas que lecionava, em um colégio particular, e reorganizou a vida em função das sessões.

Aos 29 anos, Dante não pode, por exemplo, beber um copo de cerveja ou viajar com a mulher. Precisa de autorização para fazer a diálise no destino que escolher, o que nem sempre é fácil. No início do ano, teve um pedido negado para ir a São Paulo.

A espera pelo transplante traz uma sensação ambígua. Ele sabe que vai passar por uma grande cirurgia, que tem seus riscos, e conta que isso traz apreensão. Por outro lado, é a esperança de liberdade para alguém de quem a vida depende, hoje, de uma máquina.

Toda a família fez testes para tentar descobrir se alguém era compatível com ele, e poderia ser doador – algo possível quando se trata dos rins. Mas não houve compatibilidade. Dante conta que sua mãe entrou em desespero ao saber que ele precisaria entrar na fila de espera.

— Todo mundo é favorável ao transplante, mas de forma abstrata. Quando ocorre um caso na família é que as pessoas passam a entender de forma mais concreta.

​Campanha reforça necessidade de doações de órgãos ​

Solidariedade

Histórias como a de Dante trazem rosto a um assunto que, como ele diz, parece simples de lidar quando não está batendo à nossa porta. É preciso coragem para enfrentar a espera por um doador de órgãos. E é preciso coragem, na mesma medida, para lembrar que é possível fazer o bem a alguém num momento de dor profunda, com a morte de um familiar. Ao abraçar esta causa, a NSC chama atenção para o quanto é importante que este seja um assunto presente em nossas casas, em nossas vidas. Para que sejamos capazes de ir além do sofrimento e não desperdiçarmos a chance de entregar a alguém a esperança de uma nova vida.

Captação

Os dois maiores hospitais da região da Amfri, o Marieta Konder Bornhausen, em Itajaí, e o Ruth Cardoso, em Balneário Camboriú, são destaque no Estado pelo crescimento que obtiveram, nos últimos anos, na captação de órgãos. O Marieta, por exemplo, passou de sete captações, em 2015, para 25 em 2019, segundo dados da SC Transplantes.

Já o Ruth Cardoso subiu, no mesmo período, de três para 11 captações. O trabalho feito junto às famílias dos pacientes é delicado, e demanda muita empatia. Cada “sim” é uma vitória, e pode representar a chance de uma nova vida para mais de uma pessoa na fila de espera.

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O que acontece de mais relevante em boa parte do litoral catarinense, especialmente Itajaí e Balneário Camboriú. Fontes exclusivas e informações de credibilidade nas áreas de política, economia, cotidiano e segurança.

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