nsc
    nsc

    Política

    PSOL vai ao STF para que Bolsonaro mostre provas de “fraude” nas eleições de 2018

    Compartilhe

    Dagmara
    Por Dagmara Spautz
    08/01/2021 - 18h02
    Bolsonaro afirma, sem provas, que eleições foram fraudadas
    Bolsonaro afirma, sem provas, que eleições foram fraudadas (Foto: Diorgenes Pandini)

    O PSOL acionou o Supremo Tribunal Federal (STF), nesta sexta-feira (8), pedindo que o presidente Jair Bolsonaro responda quais são as provas de possui de suposta “fraude” que ele afirma ter havido nas eleições de 2018. O partido também requer que o presidente explique a que se refere quando diz que o Brasil terá “problemas piores que os dos Estados Unidos” se não restituir o voto impresso até 2022.

    > Parlamentares de SC comentam tentativa de golpe nos EUA: De "fraude eleitoral" ao risco à democracia

    A representação cita falas de Bolsonaro ao comentar a invasão ao Capitólio, nos EUA, por apoiadores de Donald Trump, no que foi considerado uma tentativa de ruptura democrática. “Aqui no Brasil, se tivermos o voto eletrônico em 22, vai ser a mesma coisa. A fraude existe. A imprensa vai dizer 'sem provas, ele diz que a fraude existe'. Eu não vou responder esses canalhas da imprensa mais. Eu só fui eleito porque tive muito voto em 2018”. “Se nós não tivermos o voto impresso em 22, uma maneira de auditar voto, nós vamos ter problemas piores do que os Estados Unidos”.

    > Bolsonaro tira fotos com banhistas e provoca aglomeração em praia de SC

    > "Pressa para a vacina não se justifica", diz Bolsonaro

    A ação é assinada pelo advogado André Maimoni, do Distrito Federal, e argumenta que o presidente tem falado “fraude” sem trazer “fato, prova, indício ou suposições” sobre o que afirma ter ocorrido. “As declarações objetivam desqualificar o sistema eleitoral, os partidos políticos, a eleição e as instituições responsáveis, especialmente o Tribunal Superior Eleitoral. Milita fortemente contra a democracia representativa”, ressalta o PSOL.

    O partido alega ter interesse nas respostas do presidente da República, visto que também concorreu em 2018, com Guiherme Boulos. “Se fraude houve, como diz o questionado, importa diretamente ao PSOL saber as circunstâncias, tomar as medidas que entender adequadas e acautelar-se para os próximos pleitos”.

    O PSOL sugere que, se não tem provas sobre a “fraude” que afirma ter havido nas eleições, o presidente incorre em crime de responsabilidade, improbidade administrativa, crime contra o livre exercício dos direitos políticos, prevaricação, advocacia administrativa, denunciação caluniosa e comunicação falsa de crime.

    Participe do meu canal do Telegram e receba tudo o que sai aqui no blog. É só procurar por Dagmara Spautz - NSC Total ou acessar o link: https://t.me/dagmaraspautz​

    Mais colunistas

      Mais colunistas