A transição em Santa Catarina demorou mais do que a do governo federal para engrenar, e como consequência os nomes mapeados para compor o futuro secretariado de Jorginho Mello (PL) ainda demoram a aparecer. Mesmo que o governador eleito tenha informado de antemão que só anunciará nomes em dezembro, a esta altura já se esperava um governo mais “desenhado”. Com exceção de Carmen Zanotto na Saúde, e de Aristides Cimadon na Educação, que já vêm sendo falados extraoficialmentes desde a campanha, não há certeza sobre outros quadro.  

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Tanto Lula quanto Jorginho usaram a mesma estratégia durante a campanha, de não antecipar nomes do futuro governo como forma de evitar tirar o foco do candidato num período em que todos os holofotes são necessários e bem-vindos. Mas, passada a eleição, em Brasília a transição ganhou ritmo e, se ainda não há ministros anunciados, os nomes escolhidos para a largada dão sinais de rumo – o que, por enquanto, não acontece por aqui.

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Em Santa Catarina, apesar do governador Carlos Moisés (Republicanos) ter sinalizado com a intenção de escancarar as portas para o futuro governo, os movimentos ainda estão incertos. O que se pode avaliar, de antemão, é que, diferente de Lula, Jorginho optou por não trazer “estrelas” da política para sentar à mesa da transição, como deputados eleitos. O nome com maior peso político é do coordenador da transição, o ex-prefeito de Luzerna, Moisés Diersmann. Priorizou quadros técnicos, e não incluiu nenhuma figura ligada ao bolsonarismo – um indicador importante. 

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Por enquanto, os bastidores estão cercados de mistério e a própria equipe de comunicação do futuro governo tem evitado divulgar muitas informações sobre o processo de transição. Mas chama atenção que Jorginho Mello, tendo sonhado a vida toda em ser governador, aparentemente não tivesse a equipe pronta para entrar em campo assim que terminaram as eleições.  

Internamente, a impressão que ficou no governo foi de que o novo grupo chegaria com mais “sede” do que chegou. A tendência é que os trabalhos entrem nos trilhos e ganhem ritmo nas próximas semanas. Jorginho tem um mês e meio para assumir o Governo do Estado.

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