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Suspeito de tráfico internacional preso em Balneário Camboriú tinha relógios que valem mais de R$ 600 mil

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Por Dagmara Spautz
07/02/2019 - 10h02 - Atualizada em: 07/02/2019 - 12h40
Relógios apreendidos
Relógios apreendidos (Foto: Polícia Federal)

Detido na última terça-feira (5) em Balneário Camboriú, Sérgio de Arruda Quintiliano Neto, o Minotauro, considerado pela Polícia Federal brasileira e pela polícia paraguaia o líder da facção criminosa PCC na região de Ponta Porã (MS), levou à prisão pertences, no mínimo, inusitados. Ao ser apresentado para custódia, na sede da Polícia Federal em Florianópolis, ele tinha em sua nécessaire dois relógios suíços que valem, juntos, R$ 660 mil.

São relógios da marca Audemars Piguet Royal Oak, um deles cravejado de brilhantes _ joias de luxo, que valem uma pequena fortuna cada um. O mais barato custa, no mercado, 60 mil libras esterlinas (R$ 288 mil). O outro, US$ 100 mil, o equivalente a R$ 372 mil.

Detido, Minotauro havia sido orientado a pegar objetos básicos, como uma troca de roupas. A escolha dos relógios para se apresentar na prisão surpreendeu os policiais. Os dois foram apreendidos pela PF.

A estadia em Florianópolis durou pouco. Sob forte esquema de segurança, ele foi transferido para uma prisão fora do Estado, que não foi divulgada. Os mandados de prisão contra Minotauro eram de São Paulo e do Rio de Janeiro.

Luxo em Balneário

Segundo a polícia, Minotauro alugou dois apartamentos em Balneário Camboriú. Pelo menos um deles é de alto padrão, avaliado em mais de R$ 4 milhões. Um desses aluguéis estava em nome de um estrageiro, que está sendo investigado pela PF.

Com ele, foi apreendida uma BMW, celulares e US$ 100 mil em dinheiro. A polícia não encontrou armas ou drogas nos apartamentos revistados.

A prisão de Minotauro repercutiu em todo o país _ inclusive porque teria iniciado um novo capítulo na guerra pelo comando do tráfico na fronteira com o Paraguai, que é alvo de disputa entre facções criminosas brasileiras.

Fontes da PF afirmam que, por enquanto, a possibilidade de novos embates é especulação.

As investigações para localizar e prender Minotauro duraram 6 meses. De acordo com nota da Polícia Federal as apurações “o apontam como uma liderança regional de uma organização criminosa que se dedica ao tráfico de entorpecentes originários da Bolívia e que são introduzidos no Brasil pela fronteira sul do Estado do Mato Grosso do Sul com o Paraguai”.

Ainda segundo a polícia, a região tem sido palco de várias ações violentas, devido ao enfrentamento entre organizações criminosas rivais que buscam comandar o tráfico de drogas e armas na região. “Após a assunção de Minotauro ao comando de uma dessas organizações, verificou-se a escalada dos atos violentos, especialmente na região de Ponta Porã”, afirma a PF.

Minotauro é suspeito de ter sido um dos responsáveis pela assassinato de um policial civil do Mato Grosso do Sul, em março de 2018 e de ter participação na morte de uma advogada em Pedro Juan Caballero, no Paraguai, em novembro.

Contraponto

O advogado César Castellucci Lima, que representa o preso, afirma que seu cliente "não pertence a organização criminosa e não comanda, nem mesmo parcialmente, o tráfico de drogas, em qualquer lugar que seja". O defensor ressalta, ainda, que ele não ofereceu resistência à prisão.

Quanto aos mandados de prisão expedidos pela Justiça, a defesa diz que se trata de "fatos passados". Em relação às suspeitas apontadas pela PF, que envolvem a morte de uma advogada e um policial, o advogado afirma que seu cliente nega as acusações.

— Ele não tem qualquer envolvimento com isso — afirma.

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O que acontece de mais relevante em boa parte do litoral catarinense, especialmente Itajaí e Balneário Camboriú. Fontes exclusivas e informações de credibilidade nas áreas de política, economia, cotidiano e segurança.

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