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Linha de frente

Técnica de enfermagem morre de Covid-19 sem vaga na UTI

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Por Dagmara Spautz
27/02/2021 - 18h56 - Atualizada em: 01/03/2021 - 20h08
Zeni atuava na linha de frente e morreu sem conseguir um leito de UTI
Zeni atuava na linha de frente e morreu sem conseguir um leito de UTI (Foto: Divulgação, prefeitura de Itajaí)

Uma técnica de enfermagem que atuava na linha de frente do combate ao coronavírus morreu na noite de sexta-feira (27), em Itapema, na fila de espera por um leito de UTI. Zeni Bueno Pereira tinha 53 anos e, segundo informações do Conselho Regional de Enfermagem (Coren), não tinha comorbidades. Ela deixou dois filhos, de 22 e 15 anos. 

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Zeni trabalhava no Centro Integrado de Saúde (CIS), em Itajaí, onde é feito o atendimento inicial e a triagem de pacientes com coronavírus pelo SUS. Ao longo da pandemia, ela atuou diretamente no combate à Covid-19. Em nota, a prefeitura de Itajaí lamentou a morte da servidora.

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Zeni foi internada no início da semana em Itapema, onde morava, e seu quadro de saúde agravou ao longo dos últimos dias. A técnica de enfermagem era mantida sob ventilação mecânica, internada em enfermaria, mas aguardava a vaga na UTI para intubação - uma situação que tem se repetido no Estado, que está sob colapso no sistema de saúde. 

No início da noite de sexta-feira, um leito vagou na terapia intensiva do Hospital Marieta Konder Bornhausen, em Itajaí – mas Zeni morreu antes da transferência.

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Problema se repete no Estado

Na sexta-feira, data da morte de Zeni, havia 78 pacientes aguardando vagas de UTI em Santa Catarina, de acordo com os dados oficiais. As regionais de saúde, no entanto, indicam que esse número pode ser ainda maior.

A falta de leitos de UTI ocorre apesar do reforço de 160% na quantidade de vagas disponíveis no Estado. Sem conseguir conter o alto índice de contaminações, que demanda redução na circulação do vírus, Santa Catarina tem cada vez mais pacientes que procuram os hospitais em estado grave.

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Neste momento, há pessoas com ventilação mecânica e intubadas em leitos improvisados, nas alas de enfermagem, áreas de pronto atendimento, como as UPAs, e até nos corredores dos hospitais. O improviso é a resposta possível - mas pode custar vidas. Como a de Zeni.  

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