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Valorização e anonimato: o que leva os chefões do crime a investir em Balneário Camboriú

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Por Dagmara Spautz
07/02/2019 - 17h00 - Atualizada em: 08/02/2019 - 06h26
Balneário Camboriú
Balneário Camboriú (Foto: Paulo Silvio Pereira, Arquivo Pessoal)

Iates, apartamentos de alto padrão e carros de luxo fazem parte da lista de bens sequestrados pela Justiça ou apreendidos pela Polícia Federal nos últimos anos, em Balneário Camboriú, por estarem sob posse de suspeitos de ligação com o crime organizado. Um mundo de dinheiro fácil e ostentação, que voltou a ser notícia esta semana com a prisão de Sérgio de Arruda Quintiliano Neto, o Minotauro, considerado pela Polícia Federal brasileira e a polícia paraguaia o líder da facção criminosa PCC na região de Ponta Porã (MS).

Em um ano, esta é a segunda prisão considerada “emblemática” pela Polícia Federal em Balneário Camboriú. Em março do ano passado, foi capturado em parceria com a Polícia Militar um homem apontado como líder do Comando Vermelho em Goiás. Os três carros que estavam com ele foram avaliados em R$ 1,3 milhão.

Thiago Giavarotti, delegado da Polícia Federal em Itajaí, diz que é comum identificar a compra de imóveis, veículos e embarcações de luxo por integrantes de facções na região, e que o número de sequestros de bens é grande _ embora a PF não divulgue a estatística.

Muitas vezes, o sequestro de bens é feito por policiais de outros estados, e não necessariamente passa pelos agentes em SC. O que significa que o volume pode ser ainda maior.

De acordo com o delegado, há duas explicações para a atração que Balneário Camboriú exerce sobre os chefões do crime organizado:

_ Provavelmente creem na valorização posterior dos imóveis. Mas também acreditam que, pelo fato da região ter um turismo de alto padrão, passariam despercebidos.

Lavagem de dinheiro

A chave para entender o interesse de criminosos na aquisição de bens no Litoral de SC está na lavagem de dinheiro, segundo o delegado. Como não têm como comprovar a origem do que recebem, ou forjam a origem do dinheiro com empresas de fachada, por exemplo, ou registram bens em nome de laranjas.

O curioso é que, como se trata de dinheiro do crime, a polícia não identifica, por exemplo, o subfaturamento de imóveis _ algo comum para burlar o fisco, embora ilegal. Tudo para evitar chamar atenção.

Dagmara Spautz

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O que acontece de mais relevante em boa parte do litoral catarinense, especialmente Itajaí e Balneário Camboriú. Fontes exclusivas e informações de credibilidade nas áreas de política, economia, cotidiano e segurança.

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