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R$ 2,10

Reclamações e filas nos pedágios da BR-101 Sul: como foram as primeiras 24 horas de operação

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Por Denis Luciano
03/05/2021 - 09h53 - Atualizada em: 03/05/2021 - 14h53
Trecho sul da BR-101 conta com quatro praças de pedágios, em São João do Sul, Araranguá, Tubarão e Laguna
Cobrança nos pedágios em quatro pontos começou à 0h deste domingo (Foto: CCR Via Costeira / Divulgação)

Os 220 quilômetros de BR-101 entre Paulo Lopes e Passo de Torres concedidos à CCR Via Costeira estão pedagiados desde a 0h deste domingo (2). A concessão iniciou com a assinatura em julho do ano passado, e as primeiras intervenções da concessionária iniciaram em agosto.

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Os motoristas que passaram pelas praças de São João do Sul, Araranguá, Tubarão e Laguna já tiveram que desembolsar R$ 2,10 para transitar ao longo do domingo. Em Tubarão, houve reclamações de formação de filas no fim da tarde, embora a maioria das cancelas estivessem em operação.

Alguns condutores até demonstraram descontentamento com a demora para seguir viagem, mas a maioria compreendeu os fatores: falta de costume de muitos, trânsito mais intenso pelo fim de semana de tempo bom que levou bastante gente para a estrada e o desafio do troco, afinal, nem todos carregam moedas de 10 centavos para facilitar a cobrança.

Sobre o fluxo, a lentidão maior foi percebida no sentido norte-sul, em grande parte por conta do movimento de retorno de visitantes vindos do Rio Grande do Sul. 

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Prefeitos satisfeitos

Ao longo de 2018, quando veio à tona que o pedagiamento do trecho era irreversível para garantir a manutenção da rodovia, a maioria dos prefeitos do sul protestou. Seja via associações de municípios ou empresariais, seja com pressão junto às bancadas estadual e federal, não faltaram manifestações. Algumas até exaltadas.

— Mas hoje todos entendemos que esse processo era necessário — admite o prefeito de São João do Sul, Moacir Teixeira. Para quem transita do Rio Grande do Sul em direção a Santa Catarina, é na pequena São João do Sul (com seus 7,3 mil habitantes) que encontra-se a primeira das novas praças de pedágio de Santa Catarina, no quilômetro 457,5 da BR-101.

Um dos problemas comuns de instalação de praças de pedágio é a gestão do tráfego local e regional e o respectivo impacto nas comunidades. Mas o prefeito Teixeira, que também é presidente da Associação dos Municípios do Extremo Sul Catarinense (Amesc), garante que não há problemas maiores. "No nosso caso, a praça está no caminho para quem vai ao Rio Grande do Sul e às praias de Passo de Torres. Mas a maioria absoluta do nosso fluxo na BR é em direção a Sombrio e Araranguá, e nesse caso nossa população aqui não paga pedágio", destacou Teixeira.

Prefeito de São João do Sul, Moacir Teixeira
Moacir Teixeira, prefeito de São João do Sul e presidente da Amesc, cita aspectos positivos do pedágio para a região
(Foto: )

Nas conversas com os demais colegas da Amesc (são 15 municípios na região de Araranguá, cinco diretamente cortados pela rodovia pedagiada) as impressões são as melhores até aqui. "A CCR fez vários investimentos importantes, e está em constante contato conosco. Estamos muito satisfeitos", destacou Teixeira. 

Está prevista para esta semana uma reunião entre a direção da CCR Via Costeira e os prefeitos da Amesc. 

— Essa reunião deve acontecer na quarta-feira, na qual vamos entender como será a partilha dos recursos que temos direito dos pedágios entre os municípios — enfatizou o prefeito. 

— É um percentual do valor arrecadado com os pedágios que formará um bolo e, então, será partilhado em proporção com a extensão de rodovia em cada município. No caso de São João do Sul são 8,3 quilômetros — detalhou.

Os municípios cortados pelo trecho pedagiado da BR-101 Sul são Paulo Lopes, Garopaba, Imbituba, Laguna, Pescaria Brava, Capivari de Baixo, Tubarão, Treze de Maio, Jaguaruna, Sangão, Içara, Criciúma, Maracajá, Araranguá, Sombrio, Santa Rosa do Sul e São João do Sul.

Iluminação resolvida

Um problema que se arrastava desde a duplicação da BR-101 Sul foi resolvido com a concessão: a iluminação. 

De fato, as prefeituras brigavam na Justiça para não ter que arcar com esse custo Moacir Teixeira, prefeito de São João do Sul

— Então a iluminação ficou praticamente todo o tempo desativada, como no nosso caso aqui — contou Teixeira, lembrando que em São João do Sul há três elevados que estavam às escuras desde a entrega do trecho duplicado.

Havia o problema crônico de Laguna também, onde o pagamento do custo da iluminação da Ponte Anita Garibaldi tornou-se demanda judicial entre a prefeitura e a União, com um passivo junto à Celesc superior a R$ 100 mil. A CCR assumiu o custo, como parte do contrato assinado com a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), e as prefeituras não se preocupam mais com isso.

— Aqui em São João do Sul a CCR instalou lâmpadas de led nas vias marginais. Ficou muito bom — elogiou.

A empresa estima que investiu R$ 200 milhões em melhorias no trecho sul da rodovia nos últimos meses.

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Jornalista com longa experiência no rádio e no digital, Denis Luciano aborda os principais assuntos do Sul catarinense, uma das regiões mais relevantes no Estado.

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