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    PF investiga policiais civis e federais por suspeita de vazamento de informações

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    Por Diogo Vargas
    29/08/2018 - 09h51 - Atualizada em: 29/08/2018 - 14h33
    Polícia Federal em florianópolis
    (Foto: Cristiano Estrela)

    Policiais civis e da própria Polícia Federal (PF) são investigados em uma operação por suspeita de quebra de sigilo funcional. A ação é da PF, que cumpriu hoje dez mandados de busca e apreensão expedidos pela 1ª Vara Federal de Florianópolis.

    Um dos mandados de busca foi cumprido no gabinete do deputado estadual Leonel Pavan, na Assembleia Legislativa. Segundo informou em nota a PF, são apuradas suspeitas de crimes de associação criminosa, corrupção passiva, violação de sigilo funcional, tráfico de influência, corrupção ativa, além da tentativa de interferir em investigação penal que envolva organização criminosa. Ninguém foi preso.

    O caso está em segredo de Justiça e não foram divulgados nomes. A reportagem tentou contato com policiais federais da Superintendência da PF na Capital, mas sem sucesso.

    Na Assembleia Legislativa, a PF cumpriu a busca no gabinete do deputado Pavan onde trabalhou o delegado da Polícia Civil, André Luis Mendes da Silveira.

    O delegado foi secretário de Segurança Pública em 2010 no governo de Pavan. Segundo o advogado criminalista Francisco Ferreira, ele e o próprio policial estão na PF pela manhã se inteirando do caso para em seguida dar alguma declaração.

    – Ele vai ser ouvido, se inteirar. Por enquanto não sabe do que se trata – disse o advogado.

    “Perguntas genéricas”, diz advogado de delegado

    No meio da tarde, o advogado Francisco Ferreira afirmou que o delegado André prestou declarações à PF e não foi ouvido como investigado. Segundo o defensor, as perguntas foram genéricas e a PF não informou a ele qual seria a operação policial em que houve o suposto vazamento da informação.

    – Foram perguntas genéricas. Ele disponibilizou a quebra dos sigilos telefônico, bancário e fiscal – disse o advogado, informando que o delegado se colocou à disposição da PF e pretende colaborar com a investigação.

    Na avaliação de Francisco, houve exposição desnecessária de seu cliente e espetacularização, o que faz com que a pessoa tenha a sua imagem prejudicada.

    – Ele nunca respondeu a um procedimento sequer no âmbito da Polícia Civil. Pelo contrário, chegou ao cargo de secretário de segurança pública e sabe o quanto deve ser preservado o sigilo profissional – completou o advogado, que ainda não teve acesso ao inquérito.

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