Recentemente publiquei aqui no nosso cantinho sobre a minha insatisfação com o número exagerado de candidatos que tínhamos oriundos de comunidades empobrecidas. Pois bem, na época falei que a falta de unidade entre os guetos nos fariam, de novo, coadjuvantes na corrida por bons representantes na casa do povo que fiscaliza o prefeito, vota e elabora leis que visam melhorar a cidade. Dito e feito. O resultado em número de votos a cada um dos líderes periféricos foi simplesmente vergonhoso.   

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Não elegemos pessoas pretas, pessoas que estão diretamente ligadas aos becos que gritam por atenção e infraestrutura. Sabem por quê? Porque nós simplesmente estamos olhando para os nossos umbigos. Na minha humilde opinião, devemos começar a projetar as eleições de 2024 hoje. Precisamos entender de uma vez por todas que a política florianopolitana é um ciclo dominador que elege sempre “os mesmos” com exceção da mulherada que entrou e fez bonito nas urnas e também, poucos reeleitos que às vezes transitam pelas vielas manezinhas. 

Em municípios da Grande Florianópolis, por exemplo, tivemos representantes da cultura afro que somaram juntos milhares de votos, o que, a meu ver, se fosse uma candidatura só, independentemente de quem fosse, teríamos uma cadeira garantida. Na real, o que falta para o povo das favelas é entender que falta estratégia, o ego deve ser exterminado para que a consciência do famoso “juntos somos mais fortes” realmente passe a fazer diferença na hora de conquistar eleitores.  

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Me dói ter visto tanta gente bacana lutar para alcançar seus objetivos, encher suas campanhas de verdades para, injustamente, morrer na praia. Me dói também saber que, de novo, muitos dos meus irmãos e irmãs se venderam por alguns “pilas”. O resultado disso? Mais quatro anos praticamente sem protagonismo político. Até quando?

Sem contar que muitos dos que se candidataram sequer sabiam a verdadeira função de um vereador. Chegou a hora de todos escolherem quem são os “linhas de frente” para, então, fazer por onde para que sejamos mais eficazes nas próximas eleições municipais. As regras mudaram, mas somente os partidos souberam tirar proveito disso. Vamos continuar mendigando porque não entendemos que o voto é sinônimo de poder.

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