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    Infraestrutura e geração de empregos: os próximos desafios para o Prefeito de Lages

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    Por Eduarda Demeneck
    05/09/2020 - 12h08 - Atualizada em: 09/09/2020 - 10h49
     Lages pós-pandemia tem desafios ainda maiores para o próximo gestor
    Lages pós-pandemia tem desafios ainda maiores para o próximo gestor (Foto: Marlon Sá Molim / MSM imagens áereas)

    A maior cidade em extensão territorial de Santa Catarina (2.631,504 km²), ainda encontra dificuldade de expansão de negócios por conta da infraestrutura. A pobreza também aumentou durante a pandemia, o número de famílias que recebem auxilio do programa federal “Bolsa Família” triplicou. A Lages pós-pandemia exigirá um olhar ainda mais atento nas questões sociais. Em Lages, a escolha da próxima gestão está nas mãos de 123 mil eleitores, que vão às urnas no dia 15 de novembro nas eleições 2020. O próximo prefeito de Lages terá desafios locais e regionais.

    A cidade tem 157.544 moradores, segundo o IBGE, é a 10ª economia do estado. Na infraestrutura, o pedido de entidades como a Associação Empresarial de Lages (Acil), diz respeito à duplicação de rodovias e a volta de voos comerciais, importantes para que a geração de novos negócios aconteça.

    “Essa infraestrutura regional está baseado exclusivamente no nosso eixo da 282 e da 116, nós estamos reivindicando as terceiras pistas, reivindicando duplicação. E em especial a retomada dos nossos voos regionais por causa da necessidade da expansão econômica da nossa região”, explica o presidente da Acil, Carlos Eduardo de Liz.

    Para empresários como Joaquim Gerecht, que é proprietário de uma indústria de alimentos na cidade, não ter uma ligação com o resto mundo tem dificultado os negócios.

    “Realmente é um empecilho muito grande, nós não conseguimos receber nossos fornecedores, temos que deslocar para Florianópolis ou para outras cidades. Nós tivemos várias oportunidades de negócios, mas por uma dificuldade de locomoção do nosso cliente não conseguimos realizar os negócios”, comenta.

    E no meio desse crescimento econômico que demandará do próximo prefeito um olhar regional, tem outra realidade que muitas vezes está escondida nos bairros e aumentou na pandemia: a pobreza. Em Lages, neste ano o número de famílias que recebem o “Bolsa Família” subiu para 18.998, em 2019 esse número era de 6.193.

    São famílias que perderam o emprego e que vão precisar, ainda mais, do sistema público, seja na saúde, educação ou infraestrutura. O próximo gestor terá que investir mais em qualificação profissional e geração de emprego e renda.

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    “A inclusão do mercado produtivo para essas famílias, para que elas saiam da vulnerabilidade social. Nós precisamos dar dignidade e dar dignidade é o retorno delas ao trabalho”, explica Lauro Santos, assessor de Assistência Social da Associação dos Munícipios da Região Serrana (Amures).

    Para o professor de natação, Vander Manoel Gonsales, uma das alternativas para ajudar nessa retomada pode estar no esporte, com leis municipais que incentivem o esporte de base e o amador.

    “Com isso, com certeza vamos melhorar a qualidade dos nossos atletas. Quanto mais atletas de nível, mais atletas incluídos no Bolsa Atleta municipal. Vão poder utilizar esse dinheiro, não só para a manutenção da modalidade e sim para ajudar na renda familiar”, comenta.

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    Outro setor que pode ajudar na geração de emprego é o da tecnologia. A cidade já tem um Centro Público Tecnológico e parcerias com o município têm sido importantes para a abertura de novos negócios. É preciso facilitar também o acesso às informações, a chamada transparência na gestão pública.

    “A gente busca do próximo administrador municipal que sempre estimule a transparência e a prática da boa aplicação do recurso. Nós temos dificuldades pra acessar o portal de transparências porque os dados eles, às vezes estão difíceis de se encontrar. Se a disposição desses dados fosse um pouco melhor, mais didática, seria mais fácil pro cidadão”, explica o presidente do Observatório Social de Lages, Paulo dos Santos.

    A missão é importante: fazer com que uma das cidades mais antigas do estado consiga acompanhar os novos desafios.

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