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Violência doméstica

“Não podemos aceitar qualquer tipo de violência”, diz juiz sobre feminícidio em Lages

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Por Eduarda Demeneck
17/06/2021 - 13h03
Em 15 dias dois feminicídios são registrados em Lages
Em 15 dias dois feminicídios são registrados em Lages (Foto: Reprodução NSC TV)

O caso da jovem Ana Júlia Floriano, de 19 anos que foi morta grávida pelo ex-namorado chocou moradores de Lages. O crime aconteceu nesta quarta-feira (16), justamente 15 dias depois de outra jovem de 23 anos ter sido morta pelo ex-namorado, na cidade. Toda essa violência tem chamado atenção da justiça. O juiz da 3ª Vara Criminal de Lages, Alexandre Takashima, trabalha para o combate à violência doméstica. Segundo ele, os crimes tem chamado atenção da justiça pela idade dos agressores e das vitimas e pela frequência que estão acontecendo.

>>Vídeo mostra suspeito de assassinar ex-namorada grávida em Lages correndo após o crime

- É triste, é um dado alarmante. São duas vítimas que perderam a vida aqui na cidade pelo fato de serem mulheres. Foram mortas pelos namorados, os agressores tem esse perfil de serem jovens. Mesmo eu que trabalho todos os dias com violência doméstica, ontem foi um dia extremamente triste por ver o quanto as mulheres aqui em Lages estão sofrendo com a violência doméstica, lamenta o juiz.

Nos dois casos a suspeita é que as vitimas tenham sido mortas porque terminaram o relacionamento. As vítimas não tinham boletim de ocorrência contra os autores. O juiz chama atenção para importância da denúncia, que pode ser feita pela vítima ou por pessoas que convivem com ela ou com o agressor. As denúncias podem ser feitas através do número 180.

- É a forma que nós temos como rede, poder público de poder prestar algum auxílio. Não podemos aceitar qualquer tipo de violência comigo, com um amigo, ou parente, comenta.

Em Lages existe uma Secretaria de Políticas para Mulher, que auxilia mulheres vítimas de violência doméstica. Nas redes sociais da secretaria um recado foi publicado nesta quarta-feira (16) chamando atenção para essa violência.

“Conclamamos as mulheres que estão sofrendo todo e qualquer tipo de agressão que não se calem. Precisamos da sua ajuda, de seus familiares, de seus amigos e de seus vizinhos. Vamos criar uma rede de auxílio para todas as mulheres lageanas”, diz o comunicado.

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Relembre os casos:

Na quarta-feira (16) a jovem Ana Júlia Floriano, de 19 anos foi morta a tiros pelo ex-namorado de 34 anos. Ele fugiu a pé depois do crime. O caso aconteceu no apartamento da vítima, no centro de Lages. A jovem estava grávida de dois meses. O homem segue foragido. O caso está sendo investigado pela delegacia de Proteção à Criança, Adolescente, Mulher e Idoso (DPCAMI). Um inquérito policial foi aberto. O suspeito já tinha passagens pela polícia por violência doméstica a outra namorada e por furto.

No mesmo mês, no dia 02 de junho, outra jovem tinha sido morta pelo ex-namorado em Lages. Um homem de 23 anos matou a facadas a ex-namorada Suelen Silva de Souza, de 24 anos e deixou ferida a ex-cunhada. Depois de ter cometido os crimes ele se entregou para polícia e confessou que matou por ciúmes, por não aceitar o término do relacionamento. A Justiça decretou prisão preventiva do suspeito.

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