Os Estados Unidos confirmaram que fizeram acordo com o Irã para encerrar a guerra no Oriente Médio, com liberação de cargas no estreito de Ormuz, após conflitos de três meses e meio. Isso significa novo cenário econômico, com menos pressões inflacionárias e mais negócios no mundo, no Brasil e também em Santa Catarina.
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Essa paz significa um alívio econômico grande para o Brasil que tem mais dois obstáculos pela frente. Um é a decisão dos EUA de aplicar duas tarifas para importações brasileiras, totalizando taxa de 37,5%. E o outro é o veto da União Europeia para compra da carne do Brasil a partir de 03 de setembro.
Como era esperado, com o acordo sobre a guerra no Oriente Médio, o mercado internacional iniciou redução dos preços do petróleo em mais de 5%, com o tipo brent sendo vendido hoje a US$ 83. As bolsas de valores da Ásia e Europa registram altas.
A guerra, que gerou inflação de petróleo e de fertilizantes no mundo todo, impactou na taxa oficial do Brasil. Para se ter ideia, no começo de janeiro, a inflação oficial (IPCA) esperada para o país até o fim deste ano era de 4,06%, segundo o Boletim Focus.
Nesta segunda-feira (15), a publicação traz estimativa de inflação de 5,30% para o país este ano. A inflação acumulada de janeiro a maio de 2026 chegou a 3,2%. São custos que se espalham e se tornam permanentes na economia, corroendo o poder de compra dos consumidores e inibindo o crescimento econômico. A expectativa é de que esse cenário melhore ou se estabilize gradativamente.
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Mas as restrições às exportações preocupam Santa Catarina porque o setor é relevante para a economia do estado. Os Estados Unidos anunciaram novas taxações, mas que ainda não foram confirmadas oficialmente. Uma é de 25% com base na Seção 301 para punir protecionismo do Brasil frente a exportações americanas ao mercado brasileiro. E outra, de 12,25% como punição por falta de restrição à importação de produtos feitos com trabalho forçado.
A expectativa do governo brasileiro é conseguir um acordo para ter uma taxa menor, no primeiro caso. O presidente Lula vai tentar falar com o presidente Donald Trump na reunião do G7 hoje na França.
Sobre a suspensão das vendas de carnes à União Europeia, o país espera reverter. O setor está apresentando dados técnicos e o presidente Lula também vai se encontrar com a presidente da União Europeia, Ursula van Der Leyen, no encontro do G7, quando pretende pedir esforço para a suspensão do veto.
Se essas medidas não forem revertidas, a indústria do estado seguirá impactada. A União Europeia é importante mercado do frango de SC. Compra 7,5% do total exportado pelo estado que chega a US$ 170 milhões por ano (R$ 860 milhões).
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A nova tarifa de 25% dos Estados Unidos para a Seção 301 de restrição comercial preocupa Santa Catarina porque afeta principalmente produtos industrializados. De acordo dom a Federação das Indústrias do Estado (Fiesc), ela abrange de 25,2% a 41,2% dos produtos exportados ao mercado americano. A outra parte está incluída em tarifas de outra seção a 232.
A indústria de SC segue enfrentando consequências ainda do tarifaço de 50%, embora esse tenha encerrado em fevereiro. Os esforços diplomáticos do governo e do setor produtivo continuam para reverter ou minimizar o que vem pela frente.

