O Alho Roxo do Planalto Catarinense entrou no seleto grupo de produtos do agro do estado com Indicação Geográfica (IG) concedida pelo Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI). O reconhecimento é como Denominação de Origem (DO) e representa destaque à qualidade, tradição e origem do alho produzido nos municípios de Caçador, Lebon Régis, Fraiburgo, Monte Carlo, Brunópolis, Curitibanos e Frei Rogério.

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Esse é a 12ª Indicação Geográfica de Santa Catarina e a 176ª do Brasil. A publicação foi feita na Revista da Propriedade Industrial (RPI) nº 2894, de 23 de junho de 2026, portanto, nesta terça-feira.

As demais Indicações de Origem de SC são as da Uva Goethe; Banana de Corupá; Queijo Artesanal Serrano; Vinhos de Altitude; Mel de Melato da Bracatinga; Maçã Fuji de São Joaquim; Erva-Mate do Planalto Norte Catarinense; Linguiça Blumenau; Cachaça e Aguardente de Luiz Alves; Banana de Luiz Alves e Frescal de São Joaquim.

Entre as características consideradas do alho roxo para conceder a IG estão o cultivo em clima subtropical frio de altitude, a elevada amplitude térmica, a ocorrência frequente de geadas, o fotoperíodo das latitudes meridionais e os solos derivados de basalto presentes na região. Segundo o INPI, essas condições favorecem um desenvolvimento metabólico mais lento das plantas e estimulam o acúmulo de compostos responsáveis pela coloração, aroma, pungência e propriedades funcionais do alho.

A Secretaria de Estado da Agricultura informou que essa conquista foi resultado de trabalho coletivo da Epagri, estatal que liderou o processo, juntamente com a Cidasc, Sebrae/SC, UFSC e Cooperativa Regional Agropecuária do Meio Oeste Catarinense (Copar).

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Os produtos com reconhecimento de IG representam diferenciação, origem exclusiva, qualidade diferenciada e outras características que trazem maior valor ao agronegócio do estado. Fortalece a economia, o turismo e possibilita mais exportações.