Empresas de grande e médio porte podem alcançar um salto em crescimento se acessarem melhores soluções do mercado de capitais. Com o propósito de colaborar com esse objetivo, o banco de investimentos Apex Partners tem ampliado conexões no Brasil e no exterior, como nesta semana nos Estados Unidos. Autora do estudo regional que criou o conceito dos estados “onças brasileiras”, a Apex foi parceira do governo catarinense no SC Day e fez o evento Brazilian Regional Markets no Harvard Club, em Manhatann, Nova York.
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No SC Day, com mais de 70 lideranças entre investidores internacionais e empresários de SC, a Apex Partners fez painel destacando que este é um novo momento, com oportunidades diferenciadas em finanças para acelerar negócios.
Veja mais imagens sobre a Apex em Nova York:
Entre os palestrantes, o diretor-executivo da Apex em Santa Catarina João Vitor Carminatti e o diretor de Mercado de Capitais da empresa, Gualtiero Schlichting, também catarinense. Também participaram do painel o fundador e presidente da Apex, Fernando Cinelli e o dócio-diretor Ricardo Frizera.
– Todo bom investimento começa com fundamentos sólidos. Santa Catarina apresenta isso. Uma economia de mais de US$ 100 bilhões, crescendo consistentemente acima da média nacional. Menor taxa de desemprego do país, maior IDH. Altamente diversificada — tecnologia, indústria, agronegócio, real estate — com cases de sucesso globais em cada segmento. E o dado que, para mim, resume tudo: foi o estado que mais atraiu novos residentes no último ano. Assim como as pessoas podem escolher para onde ir — o capital também pode – afirmou Carminatti para a plateia do SC Day.
Essa leitura do empresário é sobre Santa Catarina, o estado que vem registrando nos últimos anos o maior crescimento econômico entre as “onças brasileiras” e por isso a Federação das Indústrias de SC (Fiesc), na sua revista, chegou a posicionar SC como a “mãe das onças”.
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Carminatti é catarinense nascido em Florianópolis e atuou 10 anos em São Paulo construindo uma empresa de investment banking. Anos atrás decidiu retornar para atuar no estado convicto de que há um mercado potencial para investimentos. Por isso se uniu à Apex, empresa fundada em 2013 por universitários de Vitória, Espírito Santo, que está expandindo atuação no país para abrir o escritório em Florianópolis.
Para ele, o próximo ciclo de crescimento de Santa Catarina não vai ser limitado por talento, por produto ou por mercado. Vai ser limitado por estrutura de capital e essa será a oportunidade. Isso exigirá do empresário a escolha de uma nova forma de financiamento, além do que é oferecido pelo mercado bancário tradicional.
– Existe um ponto em que esse modelo deixa de ser alicerce e vira teto. E muitas empresas do nosso estado chegaram a esse ponto. Ainda jogam o campeonato regional quando poderiam estar na Champions League – compara Carminatti.
Um exemplo do J.P. Morgan para hoje
O diretor de Mercado de Capitais e sócio da Apex, Gualtiero Schlichting, também catarinense, para deixar mais evidente a importância de financiar negócios de forma diferente, mais acessível, citou uma estratégia adotada pelo investidor bilionário americano J.P. Morgan. Em decisão no escritório de Manhatan, hoje uma biblioteca histórica, o empresário salvou os Estados Unidos de uma crise.
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Gualtiero lembrou que em 1893 os EUA enfrentaram a maior crise financeira até então. Em três meses, 600 bancos quebraram, quinze mil empresas faliram, o desemprego saltou de 3% para 18%. Vinte e cinco por cento das ferrovias americanas entraram em recuperação judicial.
A solução seria socorro bancário, mas como os bancos também tinham quebrado, Morgan chamou os presidentes de ferrovias e ofereceu uma reestruturação de capital. Emitiu debêntures de 30 anos a 4% para pagar dívidas bancárias de curto prazo a 8%.
– Em cinco anos, Morgan reorganizou 33 mil quilômetros de ferrovias — um quarto do sistema. Nenhuma reestruturação falhou. Em 1916, os Estados Unidos tinham a maior malha ferroviária do mundo. Não financiada por bancos. Financiada pelo mercado de capitais – destacou Gualtiero, para quem soluções semelhantes podem ser oferecidas agora para impulsionar a economia de SC.
Atenção às “onças brasileiras”
A expressão “onças brasileiras” foi cunhada pela Apex Partners, inspirada nos “tigres asiáticos” para chamar a atenção do crescimento acima da média brasileira de estados como Santa Catarina, Paraná, Rio Grande do Sul, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Goiás, Espírito Santo e Minas Gerais.
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A “onça” SC é um dos estados com economia mais resiliente, mais diversificada e por isso, tem atenção especial da Apex, que instalou no estado um dos seus escritórios regionais, baseado em Florianópolis. Uma das prioridades da instituição é impulsionar, via capital, empresas de porte médio e ajudá-las a se tornarem grandes.
Para Carminatti, a boa governança corporativa é fundamental para avançar nesse desafio. No evento, ele citou como exemplos de empresas com esse perfil que estão crescendo de forma acelerada como o Grupo Softplan, Vila Germania, Grupo Cassol e a Neoway, que foi adquirida pela bolsa de valores B3.
– Essas empresas são referências no estado e até globalmente. Não por acaso, elas não cresceram apenas porque tinham bons produtos ou bons gestores. Cresceram porque construíram a estrutura organizacional, de mãos dadas com as melhores práticas do mercado financeiro – destacou o diretor.
A maioria atraiu capital e acelerou crescimento. De acordo com Carminatti, a Apex tem como missão em SC ser a ponte entre o ecossistema regional de empresas e o mercado de capitais. As empresas que avançarem em governança e conquistarem capital, terão crescimento mais acelerado.
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