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Economia

Argentina em crise importa menos frango de SC

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Por Estela Benetti
18/09/2019 - 04h45 - Atualizada em: 18/09/2019 - 07h42
(Foto: Tiago Ghizoni / Diário Catarinense)

A retração das exportações para a Argentina dão uma ideia de como a crise econômica está afetando o país vizinho. Levantamento feito pelo Sindicato das Indústrias da Carne e Derivados de Santa Catarina (Sindicarnes) e pela Associação Catarinense de Avicultura (Acav) apurou que as exportações de carne de frango do Estado ao mercado argentino enfrentam um impacto maior.

Recuaram 93,3% em volume e 92,6% em receita no período de janeiro a agosto deste ano frente aos mesmos meses do ano passado. As exportações gerais do Estado ao país, de janeiro a agosto, tiveram uma queda bem menor, de 21,97% em relação ao mesmo período de 2018 e responderam por 4,89% do total, segundo dados levantados pelo Observatório da Indústria, da Fiesc. Em valores, corresponde a US$ 293,4 milhões.

A receita em dólar das vendas catarinenses de frango aos hermanos chama mais atenção. Enquanto neste ano, até agosto, somaram apenas US$ 480 mil, nos mesmos oito meses do ano passado totalizaram US$ 6,2 milhões. O segmento de carne suína, que tem negócios maiores, está sofrendo menos perdas de mercado. No mesmo período teve retração de 17% em receita e 15,5% em volume. O faturamento deste ano totalizou US$ 24 milhões enquanto no ano passado somou US$ 29 milhões.

A Argentina passou de terceiro principal destino das vendas de SC para o quarto. O que preocupa é que não há cenário de reversão dessa crise no curto e médio prazo.

ICMS: deputados de Santa Catarina mostram coerência

Os deputados estaduais, tanto na reunião da manhã desta terça-feira (17) da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), quanto à tarde, mostraram coerência e exerceram o poder moderador ao tirar da MP a decisão de voltar a tributar agroquímicos no início do ano que vem. Para um setor que enfrenta incertezas de diversas origens e concorrência global, não faz sentido adotar tributação diferente da nacional. Os deputados mostraram que conversam com os produtores e entendem a realidade. É possível incentivar a produção orgânica, mas é preciso um programa gradual, com educação e tecnologia, não uma simples taxação de ICMS.

Vários "rescaldos"

O presidente da (CCJ), deputado Romildo Titon, disse que a Alesc mantém os projetos de sustação de atos até que todos setores sejam atendidos para poder seguir competindo. O vice-presidente da CCJ, Milton Hobus, que acompanha atentamente todos os problemas na área, disse que essa mudança tributária não deveria ser feita em SC quando há uma reforma tributária nacional em andamento. O líder do governo, Maurício Eskudlark, disse que serão feitos tantos projetos de “rescaldo” quanto necessários e que o secretário da Fazenda, Paulo Eli, está aberto ao diálogo.

Muito a fazer

Em seus comentários na CCJ, os deputados deram mais exemplos de como o ICMS é um tributo muito confuso. Vampiro disse que setores de tintas e móveis não conseguem vender seus produtos em SC porque os do RS e Paraná são mais baratos aqui. A produção de derivados de mandioca começou a ser afetada e outros problemas estão se acentuando com o corte de incentivos. Vários parlamentares fizeram defesa enfática do setor têxtil e de confecções.

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