Santa Catarina alcançou no primeiro trimestre do ano arrecadação de R$ 15,4 bilhões, o que representa crescimento nominal de 7,7% frente ao mesmo período de 2025. Considerando o aumento real, descontada a inflação acumulada de 3,8% (IPCA) no período, a receita estadual cresceu 3,7% no trimestre.
Continua depois da publicidade
O governo destaca que esse crescimento foi possível sem aumento de carga tributária e com medidas de incentivos ao setor produtivo. No trimestre, a receita tributária catarinense superou a marca dos R$ 5 bilhões arrecadados num único mês, o que foi um resultado histórico para o Fisco. ´
Em março, a arrecadação estadual chegou a R$ 5,2 bilhões, o que significa aumento real de 6,6% frente ao mesmo mês do ano anterior. Somente em ICMS, a receita alcançou R$ 4,1 bilhões no mês passado.
Um fato novo que ajudou no resultado do mês foi o início do programa Recupera Mais, que trouxe arrecadação extra de R$ 355 milhões.
O governador Jorginho Mello destaca que esses resultados foram alcançados sem aumentar impostos, com muito trabalho e responsabilidade, apoiando o setor produtivo.
Continua depois da publicidade
– É investindo bem o dinheiro das pessoas e usando cada real com muito critério que o Estado garante cada vez mais obras e serviços de qualidade. Nossos recordes históricos em cirurgias e o ar-condicionado instalado nas salas de aula só estão acontecendo porque estamos aplicando esses recursos corretamente – afirma Jorginho Mello, governador de SC.
Receita de impostos estaduais
No primeiro trimestre do ano, o governo estadual arrecadou R$ 12,2 bilhões em ICMS, o que representa um aumento real de 4,3% frente ao mesmo período de 2025.
Os dados da Secretaria da Fazenda mostram que os setores que tiveram as maiores altas nominais na arrecadação entre janeiro e março foram agroindústria (+18,9%), energia elétrica (+ 16,9%), bebidas (+ 12,2%), transportes (+ 11,5%) e supermercados (+ 11,1%). Também colaboraram os medicamentos, com alta de 10,9% e combustíveis, que arrecadaram 10,7% mais.
Atenção ao cenário econômico
Na avaliação do Secretário de Estado da Fazenda, Cleverson Siewert, os números do primeiro trimestre são animadores, mostram a força da economia do estado. Mas o cenário macroeconômico pede prudência na gestão dos recursos públicos.
Continua depois da publicidade
Siewert também faz questão de lembrar que praticamente todo o dinheiro que entra no caixa do estado é comprometido com a folha dos servidores, projetos estruturantes na área de infraestrutura e o Universidade Gratuita.
– As políticas de incentivo implementadas pelo governador Jorginho Mello estão garantindo os resultados positivos da nossa economia, mas é preciso lembrar que estamos sujeitos as interferências do cenário macroeconômico, o que nos obriga a manter o controle rigoroso dos gastos e a usar os recursos para assegurar investimentos em programas estruturantes – explica Siewert.
Dentro das projeções
No primeiro trimestre, a arrecadação ficou dentro das projeções dos técnicos da Fazenda, que estimaram crescimento nominal da receita neste ano em torno de 7%.
É uma estimativa que considera efeitos dos juros básicos altos na economia e também impactos da guerra no Oriente médio, incluindo a participação do estado no pagamento de parte do diesel importado.
Continua depois da publicidade
O secretário da Fazenda reconhece que o cenário econômico está difícil para o setor empresarial. A taxa Selic ainda alta, em 14,75% impacta o setor produtivo. Mas ele destaca que Santa Catarina oferece segurança jurídica para quem tem interesse em investir no estado.
Pode-se observar que os dados mostram, mais uma vez, que o crescimento da arrecadação no período foi superior à média de crescimento do volume de vendas de diversos setores. Mas isso tem sido frequente em Santa catarina pela dinâmica da economia.
Recupera Mais 2
Entre as ações do governo para colaborar com os contribuintes e também aumentar a arrecadação este ano está o programa de renegociação de dívidas Recupera Mais 2. As negociações começaram dia 16 de março. Incluem dívidas de ICMS, IPVA e ITCMD (imposto de herança). Os descontos vão até 95% de juros e multas.
Durante 15 dias de março, as renegociações somaram R$ 412,9 milhões com 22.142 contribuintes. Desse total, R$ 355,3 milhões foram pagos à vista e a outra parte foi parcelada.
Continua depois da publicidade
O maior valor arrecadado com essas negociações foi de ICMS. Chegou a R$ 361,3 milhões, renegociados por 5.865 contribuintes empresariais. Considerando número de contribuintes, a maior adesão foi de devedores de IPVA. Um total de 15.595 motoristas renegociaram, resultando em receita de R$ 16 milhões. No caso do imposto de herança, 682 contribuintes pagaram R$ 35,4 milhões.

