O Índice de Atividade Econômica Regional (IBCR) de abril registrou em Santa Catarina alta de 5,09% na comparação com o mesmo mês de 2017, de 0,37% frente a março deste ano e de 3,21% no primeiro quadrimestre do ano, o acumulado de janeiro a abril. Considerado uma prévia da variação do Produto Interno Bruto (PIB) e calculado pelo Banco Central, o indicador aponta que o nível de atividade no Estado ficou um pouco abaixo do registrado no Brasil em abril frente ao mês anterior, 0,46%, mas nas outras comparações foi superior. No país, a alta frente a abril de 2017 ficou em 3,70% e no quadrimestre, em 1,55%. Os dados catarinenses foram divulgados pelo Observatório da Indústria, da Federação das Indústrias do Estado (Fiesc).

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No acumulado dos últimos 12 meses, a atividade econômica de Santa Catarina cresceu 4,48% enquanto a do Brasil ficou em 1,52%. Esse indicador é calculado com base nas pesquisas do IBGE para os principais setores econômicos. Em SC, a produção industrial cresceu em abril 1,9% frente ao mês imediatamente anterior, março, e 7,1% no ano. O comércio teve alta de 0,3% frente a março e de 10,9% no ano enquanto os serviços subiram 1,4% em abril na comparação com março e tiveram queda de 0,1% no ano. A expectativa é de que o levantamento de maio venha com queda em função do impacto negativo da greve dos transportadores.  

 

 

Energia limpa com a Alemanha

O Brasil tem amplo potencial para investimentos em energia renovável e infraestrutura. A informação foi evidenciada pelo presidente da Federação das Indústrias de Santa Catarina (Fiesc), Glauco José Côrte, em painel sobre privatização e infraestrutura durante o Encontro Econômico Brasil-Alemanha (EEBA), que se encerrou ontem na cidade alemã de Colônia. A missão empresarial catarinense no evento teve também as participações do primeiro vice-presidente da entidade, Mario Cezar de Aguiar, o primeiro secretário Edvaldo Ângelo, o vice-presidente para o Vale do Itajaí, Ronaldo Baumgarten, o diretor do Senai-SC, Jefferson de Oliveira Gomes, e a coordenadora do Centro Internacional de Negócios da Fiesc, Tatiani Leal. Côrte afirmou que o consumo per capita de energia no Brasil é quatro vezes menor do que o da Alemanha, o que sinaliza potencial especialmente em energias renováveis. No evento, também foi abordado o acordo Mercosul-União Europeia. Os mais otimistas disseram que pode ser assinado no fim de julho. Na opinião de Côrte, permitirá ampliar exportações à Europa. A próxima edição do EEBA será no Rio Grande do Norte. 

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