Os negócios com o exterior tiveram perdas diretas e indiretas com os bloqueios em estradas na última semana, que ainda não foram contabilizadas. A avaliação é da presidente da Câmara de Comércio Exterior da Federação das Indústrias do Estado (Fiesc), Maria Teresa Bustamante.  Segundo ela, cargas não puderam ser embarcadas e produtos importados não foram entregues nos seus destinos no prazo esperado.

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O Porto Itapoá, no Norte do Estado, por exemplo, informou que desde o início das mobilizações, dia 31, até o dia 3 (quinta-feira), o terminal deixou de transacionar 4 mil caminhões (registrar entrada e saída). O porto afirmou também que não tem dados sobre perdas financeiras porque continuou com operações dos navios nesse período.

A Portonave, Porto de Navegantes, informa que seu movimento de cargas não tem sido afetado pelos protestos nos últimos dias. O mesmo ocorre com a movimentação da câmara frigorífica Iceport.

No período de sexta-feira (04) a domingo (06), a Portonave registrou 5,4 mil acessos de caminhões. Para esta segunda-feira (07/11), o terminal projetou receber de 1,6 mil a 1,8 mil caminhões. O terminal está monitorando os bloqueios para avaliar impactos. Foi assim nesta segunda, com novos protestos na BR-101.

Mas as rodovias trancadas nos dias 31 de outubro, 01 e 02 de novembro geraram muito stress a quem tem negócios com o exterior. Isso porque não era possível levar as cargas até os portos. As empresas monitoravam as estradas o tempo todo.

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Como foi um período curto de paralisação, tanto agroindústrias como outras empresas exportadoras tiveram mais perdas com cargas paradas em estradas e trabalhadores sem trabalhar, do que efetivamente perda de contratos no exterior.

Isso porque, em parte dos casos, ocorrerá atraso na entrega de cargas, mas esse transporte pode chegar com um certo atraso ao destino, o que não implica em perda de receita ao exportador.  Contudo, tanto empresas quanto a Fiesc estão registrando dados para quantificar as perdas com esses protestos.

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