O Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE) encerrou 2025 com a concessão de R$ 5,6 bilhões em novos contratos de financiamento. Isso ajudou a gerar ou manter 83.425 postos de trabalho nos estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná e Mato Grosso do Sul. A instituição também alcançou lucro líquido de R$ 721,4 milhões, o maior da sua história e 52,7% superior ao do ano anterior.

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Esses dados integram o balanço da instituição divulgado nesta segunda-feira, que destaca também a carteira recorde de crédito de R$ 24,1 bilhões e geração de ICMS no valor de R$ 666 milhões.

A instituição explica que o lucro líquido cresceu em função do aumento das receitas operacionais alinhadas com a expansão da carteira de crédito. Esse lucro será usado para financiar novos projetos ou reforçar o patrimônio da instituição.   

O BRDE totaliza 44,8 mil clientes ativos, que investiram em projetos sediados em 1.211 municípios. Desses, 1.136 são na Região Sul, o que corresponde 95,4% dos municípios dos três estados do Sul do Brasil.

Na opinião do presidente do BRDE, Renê Garcia Júnior, os resultados da instituição são traduzidos principalmente em impactos positivos reais na economia como a criação e manutenção de empregos.

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– Quando o banco sustenta mais de 83 mil postos de trabalho ao longo de um ano, o que aparece ali não é apenas o efeito do crédito em si, mas a capacidade de induzir investimento e apoiar a atividade econômica onde ela realmente acontece – explica Rene Garcia Júnior, presidente do BRDE.

Para o presidente, o dado mais relevante é o montante de R$ 5,6 bilhões emprestados no ano. Desse total, R$ 1,9 bilhão foi para financiar a agropecuária, R$ 1,8 bilhão para comércio e serviços, R$ 1,3 bilhão para a indústria e R$ 664 milhões para infraestrutura. Somando todas as operações para o agronegócio, o total chegou a R$ 2,8 bilhões.

Um destaque do BRDE é o atendimento a negócios de menor porte. No ano passado, 75,8% das operações foram feitas para produtores rurais e 22,3% para micro e pequenas empresas. Além disso, a maior parte dessas operações foi realizada por meio de instituições financeiras parceiras, que cresceram 24,2% no ano passado.

– Os dados mostram que o BRDE, enquanto agente financeiro, tem o papel de contribuir com a economia regional para gerar competitividade, tendo foco em desenvolvimento sustentável e inovação na Região Sul – diz Mauro Mariani, vice-presidente do banco e também diretor de Acompanhamento e Recuperação de Créditos.

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Para oferecer empréstimos, o BRDE precisa também captar recursos junto a instituições financeiras no Brasil e no exterior. Um ponto positivo é que ele conseguiu manter avaliações favoráveis e positivas das agências internacionais de risco.

– A solidez do balanço e o rating elevado conferem ao BRDE a credibilidade necessária para acessar o mercado global. A diversificação via captações internacionais garante recursos com prazos e condições competitivas no mercado interno. Essa estrutura robusta viabiliza programas sustentáveis de longo prazo e alto impacto para o desenvolvimento regional – explica João Paulo Kleinübing, diretor Financeiro da instituição.

Dos R$ 5,6 bilhões emprestados no ano passado, 79,1% ou, R$ 4,5 bilhões estavam alinhados a pelo menos um dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), recomendados pela Organização das Nações Unidas (ONU).