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Agroindústria em alta

BRF obtém lucro de R$ 1,39 bilhão e mostra que retomou rumo do crescimento

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Por Estela Benetti
26/02/2021 - 19h00 - Atualizada em: 26/02/2021 - 19h14
BRF retoma trajetória de crescimento estável
BRF retoma trajetória de crescimento estável (Foto: Divulgação)

Gigante catarinense de proteína animal, a BRF, dona das marcas Sadia e Perdigão, fechou 2020 com lucro líquido de R$ 1,39 bilhão, 14,6% superior ao do ano anterior. Este foi o segundo ano em que obteve lucro bilionário –em 2019 contabilizou R$ 1,2 bilhão -, mostrando que retomou o rumo dos bons resultados ao registrar desempenho azul nos últimos sete trimestres. A companhia obteve no ano passado receita líquida de vendas de R$ 39,5 bilhões, 18% superior a de 2019. Com sede oficial em Itajaí, manteve o segundo lugar entre as maiores empresas do Estado, atrás da Bunge Brasil, que obteve receita líquida de US$ 41,4 bilhões em 2020.

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O resultado azul poderia ser ainda melhor se a companhia não tivesse sofrido tanto as consequências da gestão equivocada desenvolvida pelo empresário Abilio Diniz, que liderou a empresa como presidente do conselho de administração entre abril de 2013 e abril de 2018. Ele adotou uma gestão focada em redução de custos e aumento de lucro, ignorando as peculiaridades do setor agroindustrial, que conta com uma cadeia produtiva longa, resultado de decisões de quatro a cinco anos antes.

Em 2015, a companhia obteve lucro líquido de R$ 3,1 bilhões, mas depois derreteu. Em 2016 teve prejuízo de R$ 372 milhões, em 2017 o resultado foi o triplo pior, com prejuízo de R$ 1,1 bilhão e em 2018 a empresa acabou tendo o pior resultado da história, R$ 4,4 bilhões.

O resultado de 2020 conta com os efeitos positivos da reestruturação feita a partir de 2018 pelo sucessor de Diniz, o ex-ministro Pedro Parente. O elenco de medidas exigiu a venda de ativos no exterior para reduzir o endividamento. A propósito, o balanço destaca que a empresa, em 2018, estava com alavancagem líquida de 5,2x, com dólar a R$ 3,80 e, fechou o ano passado com índice de 2,7x e dólar de R$ 5,20.

Do total da receita líquida, R$ 20,985 bilhões tiveram origem no mercado brasileiro, o que representou expansão de 20% frente ao ano anterior. A outra parte veio de exportações e receitas de unidades internacionais. Entre as apostas da companhia para crescer no Brasil está o lançamento de novos alimentos. Foram 139 produtos lançados no país. Outra novidade foi o início de uma rede de lojas específicas de rua, a Mercato Sadia. Uma das primeiras foi aberta em Itajaí, SC. 

Estela Benetti

Colunista

Estela Benetti

Especialista na economia de Santa Catarina, traduz as decisões mais relevantes do mercado, faz análises e antecipa tendências que afetam a vida de empresários, governos e consumidores.

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