Santa Catarina registrou no primeiro trimestre de 2026 saldo positivo de 59.396 empregos com carteira assinada, informa o Caged, do Ministério do Trabalho. Este foi o terceiro melhor resultado do Brasil, atrás apenas de São Paulo (183,1 mil) e Minas Gerais (70,6 mil). Apesar de positivo, o resultado de SC teve recuo de 8,4% frente aos mesmos meses de 2025, apurou o Observatório Fiesc.
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A indústria liderou a criação de vagas no trimestre com 32.442, dos quais 22.822 foram na indústria de transformação e 9.620 na construção civil. O setor de serviços teve saldo positivo de 23.605 vagas, a agropecuária, de 3.198 e o comércio, de 151 vagas.
No mês de março, o estado gerou 16.868 novas vagas, 59,4% mais do que no mesmo mês do ano anterior, quando teve saldo de 10,6 mil. O setor de serviços criou 7.434 novos empregos, a indústria de transformação 5.525, a construção civil 2.769, o comércio 1.945 e a agropecuária teve saldo negativo de -805 vagas.
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– A indústria catarinense tem se mostrado resiliente, mas os avanços estão concentrados em alguns setores específicos. Isso mostra a importância de termos uma indústria diversificada e bem distribuída por todo o território – analisa Gilberto Seleme, presidente da Federação das Indústrias de Santa Catarina (Fiesc).
O Observatório Fiesc avaliou que a indústria foi a principal propulsora da economia catarinense até março. Mas pela conjuntura econômica, nem todos os setores cresceram. O destaque foi a construção civil, que abriu 9,6 mil vagas no trimestre. O principal fator continua sento o boom de edifícios de alto e médio padrão no litoral do estado.
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O setor têxtil, que inclui confecções e calçados, ficou em segundo lugar no saldo de vagas no período, com 5,4 mil novas oportunidades, mas registra menor ritmo frente ao mesmo período de 2025.
E a maior alta de vagas no trimestre frente ao mesmo período do ano anterior, de 43,5%, foi no setor de alimentos. De acordo com o Observatório Fiesc, o saldo de 4,1 mil novas vagas foi puxado pelo aumento de exportações de carnes e mais vendas nos supermercados. Essa venda de alimentos puxa setores fornecedores, como o plástico, que abriu 1,8 mil novas vagas.
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Considerando os municípios que criaram mais empregos no primeiro trimestre, os destaques foram Joinville (6.617), Itajaí (3.203), Blumenau (2.735), Florianópolis (2.516) e Chapecó (2.222).

