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    Testagem na pandemia

    Cai oferta de insumos para testar Covid-19; cresce confiança no uso de máscara

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    Por Estela Benetti
    21/11/2020 - 15h19 - Atualizada em: 21/11/2020 - 18h12
    Demora na oferta de insumos para testes de Covid-19 preocupa
    Demora na oferta de insumos para testes de Covid-19 preocupa (Foto: Fabrício Scandiuzzi, SES, Divulgação)

    As segundas ondas de Covid-19 na Europa e nos Estados Unidos aumentaram a demanda por insumos para testes da doença no mundo. Por isso, laboratórios brasileiros já enfrentam atrasos de entregas de itens importados, preços maiores e poderão ter falta desses produtos em breve. O alerta é de Luiz Felipe Valter de Oliveira, CEO da startup Biomehud, de Florianópolis, que faz testagem em massa para Covid-19. Doutor em genética e biologia molecular, Oliveira informa também que há um aumento da confiança no uso da máscara com proteção frente à doença porque a transmissão ocorre pelas vias respiratórias.

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    Segundo ele, a escassez de insumos é registrada em itens especiais, como plásticos de alta tecnologia que evitam a adesão de DNA e RNA, enzimas e outros itens de laboratório. Oliveira informa que a Biomehub fez um bom estoque, ainda tem produtos, mas as entregas estão demorando mais, entre um mês e um mês e meio, por isso não está descartada a falta de itens para testes, como ocorreu no início da pandemia.

    Por enquanto, os plásticos especiais são fornecidos apenas pela Alemanha e EUA. A Biomehub adquire o produto europeu. Agora, diante da insuficiência de fornecimento, vai testar itens feitos na China. Os preços, devido ao dólar alto e menor oferta, também subiram de 20% a 30%.

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    A Biomehub desenvolveu, em parceria com a Fundação Certi, um método de testagem coletiva usando o exame RT-PCR. Já aplicou em cerca de 70 mil pessoas no país, das quais mais de 50 mil na Grande Florianópolis. As avaliações, para empresas ou prefeituras, são realizadas para oferecer mais segurança principalmente onde pessoas precisam trabalhar em grupo no mesmo ambiente.

    - Eu acho que a gente vai ter uma segunda onda de Covid-19, mas será algo mais parecido com o que aconteceu nos Estados Unidos, que não tiveram uma redução drástica de casos como na Europa. Eles basicamente foram para um outro patamar, mais elevado – diz Oliveira.

    Na opinião dele, o Brasil liberou muitas atividades não essenciais ao mesmo tempo e, por isso, está registrando maior incidência da doença em jovens. A Biomehub também tem que notificar todos os casos positivos ao Laboratório Central do Estado (Lacen/SC), às prefeituras, governo do estado e ao Ministério da Saúde. Enquanto para os municípios e o estado as informações estão sendo transmitidas normalmente, o sistema do governo federal tem apresentado problemas e as demoras têm sido maiores. Isso significa que os números dos estados são mais confiáveis que os da União, conclui ele.

    Uso de máscara é eficiente na proteção

    Por dever da atividade, Luiz Felipe Valter de Oliveira está sempre atento às alternativas de prevenção à Covid-19 e sobre como ocorrem os contágios. Observa que o uso da máscara tem se destacado como a principal alternativa de proteção. Conta que conhece vários casos de pequenos surtos da doença por falta de uso de máscara e, também, de casos em que as pessoas conviviam no mesmo ambiente com uma pessoa que tinha testado positivo e não pegaram porque estavam usando a proteção.

    - Está cientificamente comprovado que uso de máscara é uma das melhores ferramentas que a gente tem para evitar o Covid-19. A contaminação é via sistema respiratório, então a máscara é essencial- enfatiza Oliveira.

    Ele também faz questão de citar o próprio exemplo. Revela que já teve contato com muitas pessoas positivas para o novo coronavírus, mas nunca pegou a doença porque usa máscara sempre.

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