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Caso de vaca louca no MT suspende venda de carne bovina à China

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Por Estela Benetti
03/06/2019 - 16h11 - Atualizada em: 03/06/2019 - 16h12
(Foto: Jefferson Botega / Agência RBS)

Seguindo normas sanitárias pré-estabelecidas, a China anunciou nesta segunda-feira (3) a suspensão das compras de carne bovina do Brasil em função de um caso atípico de Encefalopatia Espongiforme Bovina (EEB), doença mais conhecida como mal da vaca louca, registrado no Mato Grosso (MT). O Brasil comunicou o caso para a Organização Internacional de Saúde Animal (OIE) sexta-feira (31/05). Segundo a secretaria de Defesa Agropecuária do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), essa doença ocorre de maneira espontânea e esporádica. O caso não está relacionado à ingestão de alimentos contaminados.

Entre as consequências da decisão chinesa está a expectativa de queda dos preços de todas as carnes ao consumidor, no Brasil, até que as autoridades sanitárias deem todos os passos necessários para certificar o mercado de que não há um problema maior. Mas segundo fontes do setor em SC, as carnes de frango e suíno não devem ter queda expressiva porque há baixa oferta no mercado.

O animal atingido pela EEB foi uma vaca de corte de 17 anos. Segundo a Secretaria de Defesa Agropecuária, todo o material de risco específico para EEB foi removido do animal durante o abate de emergência e incinerado no matadouro.

Outros produtos do animal foram localizados e apreendidos, garantindo que nada entraria na cadeia produtiva para pessoas ou animais. Por isso, a secretaria informa que não há risco para a população. O ministério e o governo do Mato Grosso interditaram a propriedade e estão fazendo todas as investigações de campo necessárias.

Pelas normas da OIE, não haverá alteração na classificação de risco do Brasil para a doença, que continuará como país de risco insignificante, que é a melhor nota internacional para essa doença específica. Conforme o Mapa, desde que foi identificada a EEB no mundo, há 20 anos, o Brasil teve três casos atípicos e nenhum clássico.

Seria bom que a China não demorasse tanto para reabrir o mercado como no caso anterior do Brasil. Vale lembrar que em dezembro de 2012 foi confirmado para a OIE um caso atípico de vaca louca no Paraná. Os chineses suspenderam as importações de carne bovina naquele mês e reabriram somente em julho de 2014, mais de um ano e meio depois.  

Leia também: Exportações de SC crescem 17,4% em abril

Estela Benetti

Colunista

Estela Benetti

Especialista na economia de Santa Catarina, traduz as decisões mais relevantes do mercado, faz análises e antecipa tendências que afetam a vida de empresários, governos e consumidores.

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