A Engie Brasil assinou nesta terça-feira (29) em São Paulo com a Apex-Brasil, governo de Santa Catarina e a prefeitura de Florianópolis um memorando de entendimento para instalar um Engie Lab, centro global de pesquisa e inovação da companhia, na capital. O foco são pesquisas nas áreas de energia limpa (solar e eólica), cidades inteligentes, biogás e hidrogênio. A parceria foi firmada durante o Brasil Investiment Forum, promovido pela Apex.

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Saiba mais sobre a iniciativa na entrevista a seguir, com o presidente da Engie Brasil Energia, Eduardo Sattamini. Na assinatura, a partir da esquerda: o diretor Comercial e de Inovação da Engie Gabriel Mann, Sattamini, o presidente da Engie Brasil Maurício Bahr e o presidente da Apex, embaixador Roberto Jaguaribe. 

Quais serão as prioridades do Engie Lab e com quem poderá fazer parcerias?

A Engie quer liderar a transição energética, ofertando soluções inovadoras em energia e serviços para pessoas, empresas e cidades. Inicialmente, nesse nosso laboratório de Florianópolis vamos focar em energias renováveis, cidades inteligentes, biogás e hidrogênio, depois evoluindo com as tendências futuras. A maioria dos projetos vai ser executada em parceria com entidades de pesquisa tradicionais, com outras empresas e também com startups. Queremos privilegiar a aplicação dos recursos em projetos e também trabalhar em espaços compartilhados.

O que motivou a Engie a instalar esse laboratório em Florianópolis? A companhia recebeu muita pressão para sediar em outras regiões do país? 

Na América do Sul temos um Engie LAB no Chile. No Brasil, as duas sedes da Engie, em Florianópolis (Engie Brasil Energia), e Rio de Janeiro (Holding), concorriam para abrigar o laboratório. Um dos pontos a favor da capital catarinense é o dinâmico ecossistema de inovação da cidade e onde a Engie mantém presença expressiva há 20 anos.

Quantas unidades como essa de tecnologia e P&D a empresa tem no mundo?

Este é o décimo primeiro Engie Lab da nossa rede. Todos eles conectados de forma a compartilhar conhecimentos e acelerar os resultados dos projetos. 

Quanto a Engie Brasil está investindo no Engie Lab?

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A Engie já investe cerca de R$ 15 milhões anualmente em P&D e a ideia do Lab é otimizar os uso destes recursos nas áreas que pretendemos focar a atuação do Lab.

A companhia tem o projeto em parceria com a norueguesa Golar Power Latam para instalar terminal de regaseificação de GNL (gás natural liquefeito) e de usina térmica a gás em Garuva. Como está evoluindo?

Estamos desenvolvendo o projeto da Usina Termelétrica Norte Catarinense e avaliando a viabilidade de participar do leilão A-6 deste ano.
 

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