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Pressão inflacionária

Cesta básica de Florianópolis é a mais cara do Brasil

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Por Estela Benetti
10/05/2021 - 10h11 - Atualizada em: 11/05/2021 - 16h04
Os 13 produtos da cesta da Capital subiram 21,14% em 12 meses
Os 13 produtos da cesta da Capital subiram 21,14% em 12 meses (Foto: Salmo Duarde, NSC, BD)

A fama de que Florianópolis é uma cidade cara é destaque nacional mais uma vez, com a cesta básica de maior valor do país em abril. O custo total dos 13 produtos somou R$ 634,53 na capital catarinense, com aumento de 0,28% frente a março. No acumulado de 12 meses subiu 21,14%, segunda maior alta do país, atrás apenas de Brasília, onde os preços aumentaram 24,65% no mesmo período. A segunda cesta mais cara do país em abril foi a de São Paulo, que custou R$ 632,61, seguida por Porto Alegre, R$ 626,11 e Rio de Janeiro R$ 622,04. A de Salvador foi a mais barata, R$ 457,56.

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O levantamento é feito pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (DIEESE) em 17 capitais e 15 tiveram alta de preços no mês passado. A cesta de produtos é composta por carne bovina, feijão, arroz, farinha de trigo, batata inglesa, tomate, pão francês, café em pó, banana, açúcar, óleo e manteiga. 

As maiores variações positivas foram em Campo Grande (6,02%), João Pessoa (2,41%) e Vitória (2,36%). Apenas duas capitais registraram quedas: Belém (-1,92%) e Salvador (-0,81%). No primeiro quadrimestre do ano, Florianópolis ficou em quinto lugar, com variação positiva de 3,08% nos preços. As maiores altas foram em Curitiba (8,00%), Natal (4,24%), Aracaju (3,64%) e João Pessoa (3,13%).

Segundo o Dieese, considerando o custo da cesta, em abril o salário mínimo do Brasil para uma família de quatro pessoas deveria ser de R$ 5.330,69, isto é 4,85 vezes o mínimo atual de R$ 1.100. A projeção considera dois adultos e duas crianças.

Em função da Covid-19, o Dieese não está mais divulgando as variações de preços de cada uma das 17 capitais. Apenas cita as maiores altas e baixas. Florianópolis foi destaque apenas com a maior redução do preço da carne bovina, de -1,56%. Segundo a pesquisa, o preço da carne de primeira aumentou em 15 cidades, com as maiores altas em Campo Grande (5,92%) e São Paulo (5,65%). As principais razões do aumento são o elevado volume de exportações e os preços altos do milho e farelo de soja, que integram a alimentação de bovinos, embora parcialmente.

Chama a atenção também no levantamento da cesta a alta do óleo de soja em 14 capitais, com maior elevação em Salvador (7,1%). Preocupa porque o Brasil está colhendo a safra agora, mas os preços se mantém altos em função das exportações e o dólar caro.

O aumento da cesta registrada pelo Dieese em Florianópolis, de 0,28% em abril, foi pouco mais da metade da variação do grupo de alimentos do ICV da Esag, apurado pela Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc) na Capital, que subiu 0,50% no período. A inflação geral de Florianópolis, com quase 300 itens, apurada por esse índice da Esag, chegou a 0,33% em abril. Não são números comparáveis cientificamente, mas indicam o mesmo movimento de preços para cima, embora em menor ritmo. A expectativa é de que as quedas do dólar e dos combustíveis, este mês, puxem alguns preços para baixo.

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Estela Benetti

Colunista

Estela Benetti

Especialista na economia de Santa Catarina, traduz as decisões mais relevantes do mercado, faz análises e antecipa tendências que afetam a vida de empresários, governos e consumidores.

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