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    Cidades menores lideram o crescimento do número franquias em SC

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    Por Estela Benetti
    10/01/2018 - 09h00 - Atualizada em: 10/01/2018 - 08h44

    *Por Larissa Linder

    Menos saturadas de opções de varejo que as grandes cidades, os municípios catarinenses pequenos e médios têm tido maior potencial de crescimento comercial. É o que mostra o último relatório da Associação Brasileira de Franchising (ABF) sobre o aumento no número de unidades e redes de franquias em SC entre 2016 e o primeiro semestre de 2017. Os maiores percentuais são de Mafra (31%), Concórdia (23%) e Itapema (18%). Florianópolis aparece em 11º lugar, com 10% de incremento, e Joinville, a mais populosa, em 19º, com 6%.

    É evidente que essas cidades menores partem de bases mais depreciadas, o que torna qualquer variação bastante expressiva. Ainda assim, dadas as populações, são incrementos consideráveis. Em termos absolutos, chama a atenção Balneário Camboriú, que tinha 199 unidades em 2016 e passou a 232 nos primeiros seis meses do ano passado. 

    Segundo a diretora da regional Sul da ABF, Fabiana Estrela, a interiorização do setor é um fenômeno nacional. 

    -  Tem um movimento das pessoas indo para o interior, principalmente pela qualidade de vida. Quem pode não sai (do  interior) e quem saiu está voltando. Só que hoje, no mundo globalizado, as pessoas querem ter acesso a marcas que estão fora do interior. E quem quer ser empresário também pensa a mesma coisa: eu vou para o interior, mas quero me desafiar, quero abrir um negócio. A franquia acaba sendo uma opção.

    Brayan Carvalho entrou para a estatística da interiorização em maio de 2017 ao abrir uma franquia da Igui, especializada em piscinas, em Criciúma - nono lugar no ranking da ABF. A escolha da cidade, diz, foi precedida por uma pesquisa do potencial da região. O franqueado afirma que em 2018 o objetivo é abrir uma nova loja, desta vez em Içara.

    — Nas regiões mais afastadas as pessoas estão mais carentes de oferta de serviço de qualidade e de algumas marcas — avalia Carvalho.

    A ida dos negócios para o interior, contudo, pode demandar algumas adaptações conforme explica a representante da ABF, que vão além do tamanho.

    — Temos redes que fazem uma junção de várias marcas em uma loja, por exemplo. Então vai se adequando os modelos de negócios, o mix de produtos e os canais de venda para essas cidades menos populosas.

    Na visão de Estrela, SC como um todo tem sido uma boa opção para quem quer expandir negócios.

    No Sul, segundo a representante da ABF, é o Estado com melhor situação econômica e maior potencial. No terceiro trimestre de 2017, SC registrou um crescimento de 21% em redes e um faturamento de R$ 1,5 bilhão, 6,3% a mais do que no mesmo período de 2016. Entre os setores que mais atuam no Estado estão alimentação (27,1%) saúde, beleza e bem estar (20%) e serviços educacionais (13,4%).

    O setor de franquias, que seguiu crescendo durante a crise, embora menos, deve continuar com bons níveis de incremento em 2018. A projeção para este ano é de um aumento entre 7% e 10% no faturamento em relação a 2017. 

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