*Por Larissa Linder

Menos saturadas de opções de varejo que as grandes cidades, os municípios catarinenses pequenos e médios têm tido maior potencial de crescimento comercial. É o que mostra o último relatório da Associação Brasileira de Franchising (ABF) sobre o aumento no número de unidades e redes de franquias em SC entre 2016 e o primeiro semestre de 2017. Os maiores percentuais são de Mafra (31%), Concórdia (23%) e Itapema (18%). Florianópolis aparece em 11º lugar, com 10% de incremento, e Joinville, a mais populosa, em 19º, com 6%.

Continua depois da publicidade

É evidente que essas cidades menores partem de bases mais depreciadas, o que torna qualquer variação bastante expressiva. Ainda assim, dadas as populações, são incrementos consideráveis. Em termos absolutos, chama a atenção Balneário Camboriú, que tinha 199 unidades em 2016 e passou a 232 nos primeiros seis meses do ano passado. 

Segundo a diretora da regional Sul da ABF, Fabiana Estrela, a interiorização do setor é um fenômeno nacional. 

–  Tem um movimento das pessoas indo para o interior, principalmente pela qualidade de vida. Quem pode não sai (do  interior) e quem saiu está voltando. Só que hoje, no mundo globalizado, as pessoas querem ter acesso a marcas que estão fora do interior. E quem quer ser empresário também pensa a mesma coisa: eu vou para o interior, mas quero me desafiar, quero abrir um negócio. A franquia acaba sendo uma opção.

Continua depois da publicidade

Brayan Carvalho entrou para a estatística da interiorização em maio de 2017 ao abrir uma franquia da Igui, especializada em piscinas, em Criciúma – nono lugar no ranking da ABF. A escolha da cidade, diz, foi precedida por uma pesquisa do potencial da região. O franqueado afirma que em 2018 o objetivo é abrir uma nova loja, desta vez em Içara.

— Nas regiões mais afastadas as pessoas estão mais carentes de oferta de serviço de qualidade e de algumas marcas — avalia Carvalho.

A ida dos negócios para o interior, contudo, pode demandar algumas adaptações conforme explica a representante da ABF, que vão além do tamanho.

— Temos redes que fazem uma junção de várias marcas em uma loja, por exemplo. Então vai se adequando os modelos de negócios, o mix de produtos e os canais de venda para essas cidades menos populosas.

Continua depois da publicidade

Na visão de Estrela, SC como um todo tem sido uma boa opção para quem quer expandir negócios.

No Sul, segundo a representante da ABF, é o Estado com melhor situação econômica e maior potencial. No terceiro trimestre de 2017, SC registrou um crescimento de 21% em redes e um faturamento de R$ 1,5 bilhão, 6,3% a mais do que no mesmo período de 2016. Entre os setores que mais atuam no Estado estão alimentação (27,1%) saúde, beleza e bem estar (20%) e serviços educacionais (13,4%).

O setor de franquias, que seguiu crescendo durante a crise, embora menos, deve continuar com bons níveis de incremento em 2018. A projeção para este ano é de um aumento entre 7% e 10% no faturamento em relação a 2017. 

Leia todas as publicações de Estela Benetti