A Baly Brasil, indústria de energéticos de Santa Catarina que se tornou a segunda maior marca do segmento no país, aproveita a ExpoSuper 2026, feira e convenção catarinense de supermercados para ampliar conexões com os primeiros clientes, que são do estado.

Continua depois da publicidade

A diretora de marketing e comercial da Baly, Dayane Titon Cardoso, informou ao NSC Total que a companhia prevê faturar este ano R$ 2,5 bilhões frente ao ano de 2025, quando cresceu 45% e faturou R$ 1,8 bilhão. Um destaque é o avanço como marca internacional.  

Presente no primeiro dia da Exposuper 2026, em Balneário Camboriú, a empresária revelou que estão sendo iniciadas exportações para o primeiro mercado europeu, a Grécia, além de já atuar em oito países das Américas, incluindo o Brasil.

Veja o estande da Baly na Exposuper:

No mercado interno, destaca que a empresa acaba de ser premiada por ter alcançado crescimento 10 vezes acima da média do mercado, segundo ranking da Bain & Company/NielsenIQ.

Para seguir crescendo, a empresa está investindo R$ 300 milhões em nova fábrica em Araranguá, Sul de SC. Será a maior estrutura física, com 100 mil metros quadrados. A previsão é iniciar produção no segundo semestre deste ano, com a geração de aproximadamente 1.000 empregos diretos. Atualmente, a Baly conta com 1.500 colaboradores diretos. Leia os principais trechos da entrevista exclusiva de Dayane para a coluna.

Continua depois da publicidade

Como está a participação da Baly na Exposuper 2026?

Para nós é sempre uma alegria estar na ExpoSuper. É o nosso quintal de casa, nosso berço, onde a Baly nasceu e está presente há muitos anos. É a forma de estarmos próximos dos nossos clientes, que nos acolheram desde o início da empresa. Agradecemos por toda parceria porque se hoje a Baly é uma empresa brasileira e mundial, é porque teve a escolha deles lá atrás para vender nossos produtos.

Quais são as principais inovações que a empresa está apresentando na feira?

– Um destaque nosso é o Baly Proteico de banana com fibras e sem açúcar. É o primeiro energético com distribuição no Brasil que tem entre os ingredientes proteína. Temos também nos sabores de morango e pêssego. É um exemplo da nossa agilidade e inovação diante das demandas do mercado. Também estamos lançando o primeiro energético sem taurina e sem cafeína, para quem gosta de tomar a bebida à noite, mas sente que perde sono. Temos outras novidades e um ação especial em função da Copa do Mundo.

Como está o avanço da Baly no mercado brasileiro?

– A Baly hoje está presente de Norte a Sul e de Leste a Oeste do Brasil. O crescimento no país é surreal. Ganhamos semana passada o prêmio da Bain Company e a NielsenIQ porque crescemos no ano passado 10 vezes acima do mercado. Então a Baly realmente é um fenômeno na categoria.

A inovação que trazemos chancela isso. Em 2025, crescemos 45% frente ao ano anterior (2024). Nossa expectativa é crescer mais no Brasil, um mercado que tem ainda muitas oportunidades. Somos uma marca que avançou muito. Em 2017, um ano de crise, nós faturamos R$ 30 milhões. Ano passado, chegamos a R$ 1,8 bilhão. A gente cresceu 50 vezes de tamanho em 8 anos.

Continua depois da publicidade

Marca Baly responde por parte significativa do crescimento do mercado brasileiro de energéticos, segundo dados do setor (Foto: Baly Brasil, Reprodução)

E como a marca evolui no mercado internacional?

– Estamos expandindo exportações para a América Latina e para o mundo. Estamos levando essa energia brasileira para todo o mundo. Eu não tenho agora o percentual de exportações, mas na América Latina já estamos exportando muito para o Paraguai, temos uma liderança no Uruguai e, na Argentina, estamos presentes em mais de 20 províncias. Também exportamos para os Estados Unidos aí depois a gente está ali Estados Unidos, Suriname, México, Chile e Bolívia.

E agora entramos na Europa. O primeiro país é a Grécia.  É a Baly levando a sua energia catarinense para todo mundo. Nós acreditamos muito que a Baly vai ser uma empresa mundial muito reconhecida. Clientes falam que somos uma ‘Coca-Cola’ dos energéticos.

Para expandir a produção, a Baly está investindo em fábrica nova em Araranguá. Como está esse projeto?

Continua depois da publicidade

– Estamos investindo R$ 300 milhões na nova fábrica em Araranguá para atender esse crescimento. Escolhemos seguir investindo em Santa Catarina por decisão estratégica de continuar em casa. Além disso, é um estado que cresce muito, está pronto para nos receber, somos bem acolhidos.

Outro fator é que o mercado de energéticos tem maior consumo nas regões Sul e Sudeste do Brasil. Nosso próximo projeto de expansão poderá ser no Sudeste.