A vitória do candidato do PSL Jair Bolsonaro, que agrada mais ao setor produtivo e ao mercado, sinaliza que o Brasil terá uma política econômica, diferente, mais voltada para investimentos e a retomada do crescimento pode ser mais rápida do que seria a vitória do seu oponente Fernando Haddad.

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O resultado das urnas confirmou que a maioria dos brasileiros quer mudança, com menos corrupção e mais responsabilidade na gestão pública. É claro que o desafio é que o vencedor e sua equipe optem por um ajuste das contas públicas começando pela reforma da Previdência, mas devem reavaliar também incentivos fiscais e outras despesas para que tudo caiba dentro das receitas do país. Se não, a crise econômica se reinstala, a arrecadação tributária cai e o quadro fica ainda mais grave.

Considerando as sinalizações da campanha, Bolsonaro deve dar continuidade às reformas e manterá os avanços obtidos pela equipe econômica do presidente Michel Temer, como o controle da inflação, juros baixos, teto de gastos e a reforma trabalhista. Nesse aspecto, Fernando Haddad havia prometido rever o teto de gastos e a reforma trabalhista. Mas Bolsonaro não pode imitar Donald Tramp no comércio com a China e países árabes. É preciso cautela, considerando os interesses do povo brasileiro. O comércio do Brasil e de SC com esses países é relevante.

 

Carlos Moisés: atenção à dívida e investimentos

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O governador eleito de Santa Catarina, Carlos Moisés da Silva (PSL), começa a trabalhar nesta segunda-feira para preparar o seu governo tendo duas prioridades na área econômica: atenção especial para a dívida do Estado, que soma R$ 19,9 bilhões, e para as condições de realização de investimentos.

Conforme uma fonte da equipe do político, Moisés vai focar decisões com responsabilidade na área econômica, seguindo o que sempre pautou seu trabalho quando gestor na corporação de Bombeiros Militares do Estado.

Embora o governo estadual tenha conseguido pagar a folha em dia, a situação financeira está no limite com falta de recursos para custear serviços essenciais, o que vem acumulando débitos. Da dívida de R$ 19,9 bilhões, a projeção é de que no ano que vem custe R$ 1,9 bilhão incluindo pagamentos à União de débitos federalizados, empréstimos, precatórios e e outras contas.

 

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