Santa Catarina alcançou nos dois primeiros meses do ano crescimento acumulado de 2,4% no varejo ampliado em comparação com o mesmo período do ano anterior, apurou o IBGE. No mês de fevereiro, em volume, o comércio ampliado cresceu 1,0% na comparação com o mês imediatamente anterior, teve alta de 2,3% frente ao mesmo mês de 2025 e em 12 meses, avançou 2,2%.
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O varejo ampliado inclui também os setores de veículos e peças, materiais de construção e atacado de alimentos. Nesse indicador, o Brasil teve queda de -0,5% no primeiro bimestre e de 0,4% nos últimos 12 meses.
Os setores que tiveram as maiores altas de vendas em fevereiro em relação ao mesmo mês do ano passado foram equipamentos e materiais para escritório, informática e comunicação, com alta de 52,2%, seguido por livros, jornais e revistas, 8,4% e Hipermercados e supermercados, 6,1%. Veículos e peças cresceram 5,8%.
As maiores quedas de vendas em fevereiro na comparação com o mesmo mês de 2025 foram nos grupos de móveis (-20,6%), outros artigos de uso pessoal e doméstico (-13,4%), e tecidos vestuário e calçados (-10,5%). O setor de materiais de construção, que tem peso importante na economia, teve queda de -5,0%.
O Núcleo de Inteligência Estratégica da Fecomércio SC destacou que o varejo restrito do estado, que não inclui veículos e materiais de construção, acumulou alta de 5,2% em 12 meses, o segundo maior crescimento do país, segundo dados do IBGE.
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O presidente da Fecomércio SC, Hélio Dagnoni, avaliou que desempenho mostrado na pesquisa confirma a resiliência do varejo catarinense, embora ainda existam desafios no cenário econômico.
– Os números mostram a força do nosso comércio, que segue crescendo acima da média nacional. No entanto, o setor ainda sente os efeitos dos juros elevados, que impactam o consumo e exigem cautela dos empresários – disse Dagnoni.

