A Câmara Americana de Comércio para o Brasil (Amcham-Brasil), por meio do seu escritório em Santa Catarina, realizou em Florianópolis edição do Fórum de CEOs, que teve como tema central o “Desafio da Execução”. Três CEOs num mesmo painel, questionados se tivessem que escolher apenas uma prática de gestão que mais aumenta a capacidade de execução de uma empresa, hoje, dois recomendaram o uso de inteligência artificial e um, o foco no bem-estar dos colaboradores.

Continua depois da publicidade

O CEO da Team Move, empresa de tecnologia de Criciúma, Fabrício Biava; a CEO da Nanovetores, de Florianópolis, Betina Zanetti Ramos, e o CEO da Wellhub no Brasil Ricardo Guerra foram palestrantes do painel “Da Estratégia ao Resultado. Questionados, os dois da área de inovação defenderam o uso de IA, mas o da área de saúde focou no gigantesco desafio do setor também.

– Até alguns meses atrás, se me falassem assim: Fabrício, eu tenho aqui uma ferramenta que vai aumentar em 50% a produtividade da sua empresa, eu diria que era mentira. Mas hoje, na minha equipe, esse aumento é pouco. Estamos falando de produtividade de três a 10 vezes mais. Isso é um fato. Acho que cada empresa está em um momento, em um nível de execução. Mas todos aqui sabem que o mundo vive uma corrida pela inteligência artificial – argumentou Fabrício Biava, ao destacar que se ele tiver que escolher uma medida para execução, essa seria o uso de IA por colaboradores procurando conciliar bem-estar.

A presidente da Nanovetores disse que a empresa está muito sintonizada na busca do equilíbrio entre a questão humana, o bem-estar das pessoas e a produtividade. Mas ela concorda que a inteligência artificial quebrou paradigmas em aceleração de produção.

– A minha empresa é muito ávida por questão patentária (registro de patentes) porque a gente trabalha diretamente com inovação. A velocidade com que a gente ganhou para fazer patentes com uso de IA foi grande. Tínhamos patentes que vínhamos estuando o estado da arte, já redigindo. Aí você prepara um agente de IA. Eles trabalham com velocidade muito maior do que os próprios escritórios de patentes. São muito bons. É uma coisa até, às vezes, um pouco assustadora – disse Betina Ramos.

Continua depois da publicidade

Ricardo Guerra, CEO da Wellhub no Brasil, empresa voltada ao bem-estar com atuação global, disse reconhecer que a IA proporciona um momento ímpar para a história, mas é preciso atenção sobre a qualidade de vida das pessoas.

– Vou fazer um contraponto. Se a gente não olhar para o lado humano, teremos um desafio grande. Vamos intensificar junto com tudo que a AI vai trazer de bom, vai trazer novos problemas – disse ele.

– Precisamos garantir foco no humano. Obviamente, eu poderia falar da qualidade de vida, de oferecer Wellhub, mas eu acho que tem que ser muito além disso. A gente precisa preparar as nossas pessoas, os nossos filhos, os nossos colaboradores, a nós mesmos para não nos automatizarmos e não perdermos a capacidade de interpretar, de ser flexível e de conectar todas essas soluções com algo que realmente faça sentido – disse o empresário.

Ricardo Guerra chamou a atenção para a importância do bem-estar nas empresas. Disse que as 100 empresas com melhor qualidade de vida no índice americano da bolsa, todos os anos, elas em média valorizam 5% a mais do que as demais. O fórum da Amcham aconteceu na última quarta-feira (10) na Casa Hurbana, com a participação de outros palestrantes.

Continua depois da publicidade