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Na Capital, R$ 24 bilhões

Consumo potencial de SC é de R$ 243 bilhões em 2021 e Sul sobe no ranking

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Por Estela Benetti
14/05/2021 - 14h30 - Atualizada em: 14/05/2021 - 15h38
Florianópolis lidera potencial de consumo em SC
Florianópolis lidera potencial de consumo em SC (Foto: Diorgenes Pandini)

O mercado de Santa Catarina tem este ano um potencial de consumo de R$ 243 bilhões, o que significa um aumento real de 4,1% frente a 2020. Esse resultado ajudou a puxar para cima o potencial da Região Sul, que após 13 anos superou o Nordeste e retomou o segundo lugar do ranking dos maiores mercados regionais do Brasil, chegando a 18,2%, atrás do Sudeste (49,4%). Os dados são do estudo IPC Maps 2021, realizado há quase 30 anos por instituto de São Paulo que analisa o potencial de consumo de cidades brasileiras com base em dados econômicos atuais, entre os quais renda média das pessoas e os do boletim Focus do Banco Central.

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Florianópolis segue com o maior potencial de consumo entre as cidades catarinenses, com estimativa de R$ 24,07 bilhões para este ano, seguida por Joinville com R$ 22,09 bilhões, Blumenau R$ 15,15 bilhões e São José R$ 9,57 bilhões. Na sequência, chamam atenção em SC quatro cidades com potencial de consumo parecido: Itajaí com R$ 7,80 bilhões, Chapecó R$ 7,79 bilhões, Criciúma R$ 7,75 bilhões e Jaraguá do Sul R$ 7,30 bilhões.

De acordo com o estudo, apesar da pandemia, as famílias brasileiras vão consumir mais este ano e a expectativa é de uma alta real de 3,7% frente a 2020 no país. O potencial de consumo no Brasil, este ano, é de R$ 5,1 trilhões.

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- O destaque no IPC Maps este ano é que a Região Sul voltou a ser a segunda maior do país em consumo, posição tinha sido perdida em 2008, quando o Nordeste passou à frente. Por conta da crise do ano passado, o Nordeste perdeu participação e o Sul avançou um ponto percentual. Santa Catarina e Rio Grande do Sul, que tiveram crescimento real, ajudaram nesse avanço. Paraná não teve crescimento real – explica Marcos Pazzini, sócio da IPC Marketing Editora e responsável pelo estudo.

Com a retração do ano passado, o Nordeste passou a responder por 17,2% do potencial de consumo do país. O Sudeste cresceu 1,9 ponto percentual, o Centro-Oeste subiu de 8,9% para 9% e o Norte recuou de 6,2% para 6,1% de potencial.

Pela análise da IPC Maps, Santa Catarina está em sexto lugar entre os maiores mercados de consumo do Brasil. Na passagem de 2020 para 2021 passou de 4,6% do total para 4,8%. O instituto considerou também que SC tem uma população de 7,34 milhões de habitantes, sendo 6,14 milhões residentes em cidades e 1,20 milhão no meio rural. A projeção indica também que o Estado tem 57.455 mulheres a mais do que homens.

Considerando o consumo estimado das famílias de SC, a projeção é de que as maiores cifras serão gastas em habitação, R$ 53,52 bilhões, carro próprio R$ 33,88 bilhões e alimentação no domicílio R$ 20,72 bilhões.

Os estudos da IPC Maps, que incluem dados de todas as cidades do país, são utilizados principalmente para a projeção de investimentos públicos e privados, informa Marcos Pazzini.

Estela Benetti

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Especialista na economia de Santa Catarina, traduz as decisões mais relevantes do mercado, faz análises e antecipa tendências que afetam a vida de empresários, governos e consumidores.

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