O potencial de consumo do mercado de Santa Catarina em 2026 é de R$ 451 bilhões, 6,5% superior ao de 2025, quando ficou em R$ 423,4 bilhões. Para todo o Brasil, o potencial de consumo projetado para este ano chegou a R$ 8.608,7 trilhões, 5,6% superior ao do ano de 2024, estimado em R$ 8.151,2 trilhões. É isto que mostra o estudo anual do IPC Maps, que destaca também as cidades com maior potencial de consumo no estado, liderado por Florianópolis.
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De acordo com o estudo realizado anualmente pela IPC Marketing Editora, o potencial de consumo da capital catarinense chegou a R$ 42,05 bilhões. Joinville vem em segundo lugar com R$ 38,88 bilhões, seguida por Blumenau com R$ 25,99 bilhões, São José R$ 19,34 bilhões e Itajaí com R$ 16,25 bilhões.
Veja o potencial de consumo das 15 primeiras cidades do ranking de SC:
Considerando os destaques nacionais, dos municípios catarinenses, três estão entre os que têm maior potencial de consumo no Brasil. Florianópolis ficou em 21º lugar no ranking nacional, seguida por Joinville no 24º lugar e Blumenau no 46º lugar.
Habitação é a maior despesa familiar
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Tanto no Brasil quanto em Santa Catarina, a habitação é a maior despesa familiar anual, mostra o IPC Maps. Em SC, dos R$ 451,03 bilhões estimados em consumo para 2026, um total de R$ 98,87 bilhões terá como destino pagamento de habitação.
Em segundo lugar no estado vem o veículo próprio, com R$ 64,66 bilhões previstos para pagamento desse item. Em terceiro vem um item essencial, a alimentação fora de casa, com R$ 37,94 bilhões. E o quarto item que mais receberá recursos das famílias será materiais de construção R$ 16,99 bilhões.
Cenário mais difícil para o ano
Na análise do empresário Marcos Pazzini, sócio da IPC Marketing Editora e responsável pela realização dessa pesquisa há mais de 30 anos, o cenário econômico está mais difícil em função do aumento do preço do petróleo. Feriados e paradas em dias úteis em função da Copa do Mundo também vão afetar, avalia ele.
– As recentes guerras ao redor do globo estão impactando diretamente o bolso dos brasileiros, em função da possibilidade de aceleração inflacionária – alerta Pazzini.
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Classe C passa a liderar consumo
Um fato novo da pesquisa deste ano é que a classe C conquistou maior poder de compra e vai liderar o consumo no Brasil. Pela primeira vez, ela detém o maior conjunto de renda e vai se destacar mais no mercado.
Pazzini explica que isso ocorreu porque a classe C cresceu com a migração de estratos sociais, tanto das classes D e E para a C, quanto da classe B em direção à C. No Brasil, a classe C vai responder por 36,9% do consumo.
















