Impulsionada pelas importações que seguem fortes graças a cinco portos e incentivos fiscais, a corrente de comércio de Santa Catarina – importações mais exportações – chegou a US$ 34,1 bilhões em outubro, o equivalente a R$ 176,3 bilhões. O valor em dólar alcançou 18,8% mais do que nos mesmos meses de 2021.

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Para o empresário e consultor em comércio exterior, Henry Quaresma, essa movimentação bilionária dá uma ideia da relevância do comércio exterior para a economia do Estado. Ele avalia que o déficit comercial não tem tanta relevância porque muitas cargas entram por SC e vão para outros estados.

Até outubro, as exportações catarinenses somaram US$ 10,1 bilhões, 20,9% mais do que nos mesmos meses do ano anterior. As importações alcançaram US$ 24 bilhões, 17,9% superiores às do mesmo período de 2021. E o déficit comercial ficou em US$ 18,8 bilhões.

Em outubro, as vendas externas chegaram a US$ 929 milhões, queda de -1,2% frente ao mesmo mês do ano passado.

Os produtos que resultaram em maior faturamento lá fora no ano, até outubro, foram as proteínas de frango (18% da receita de exportação) e suíno (11%), e geradores elétricos (6,3%).

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A maioria dos grupos de produtos exportados por Santa Catarina teve desempenho positivo até outubro. As únicas retrações em grupos mais importantes de exportações foram em aglomerados, folheados e outras madeiras trabalhadas, que teve recuo de -5,9%, e no grupo de bombas, centrífugas e compressores de ar, com retração de -5,0%.

Os Estados unidos continuaram como principal mercado das exportações catarinenses. De janeiro a outubro, alcançaram US$ 1,85 bilhão, com alta de 19,5% e responsável por 18,3% de todas as receitas de SC lá fora. Em segundo lugar ficou a China, com US$ 1,3 bilhão, recuo de -10% no período e respondendo por 13,6% do total de receitas.

Nas importações, os produtos que resultaram em maiores valores para a balança foram cobre, 4,7% do total importado em dólar, seguido por 4,7% de fertilizantes e 4,7% de outros produtos para a indústria. Entre as maiores altas de importações do ano estão adubos e fertilizantes (93,9%), medicamentos (63,6%) e veículos (40,8%).

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