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    Crise no Oriente Médio eleva preço de petróleo e causa incertezas em SC

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    Por Estela Benetti
    16/09/2019 - 20h52 - Atualizada em: 16/09/2019 - 21h42

    A destruição de parte da maior unidade produtora de petróleo da Arábia Saudita repercutiu nos mercados nesta segunda-feira (16) com alta do petróleo, gerando preocupações sobre possíveis impactos negativos em Santa Catarina. Mas, por enquanto, a posição de lideranças do Estado é de cautela porque há dúvidas sobre a evolução do conflito e se a Petrobras vai transferir aos preços dos combustíveis a alta internacional de custo.

    Tanto o presidente da Federação das Empresas de Transportes de Cargas e Logística (Fetrancesc), Ari Rabaiolli, quanto a presidente da Câmara de Comércio Exterior da Federação das Indústrias de SC (Fiesc), Maria Teresa Bustamante, consideram o conflito preocupante mas apontam que há dúvida sobre a atual política de preços da Petrobras. Se a petroleira passará as variações internacionais aos preços dos combustíveis ou não, em função da pressão dos caminhoneiros.

    Conforme Bustamante, uma das consequências se esse conflito piorar será o aumento dos fretes marítimos internacionais, encarecendo tanto exportações quanto importações. Ela destaca que a região é um importante mercado catarinense de exportação de carne de aves e importações de insumos. Quanto a eventuais impactos negativos no crescimento da economia global com perdas para o Estado, ela acredita que será necessário mais uns dias para avaliar.

    O presidente da Fetrancesc, Ari Rabaiolli, questiona o fato de a Petrobras ter que praticar preços internacionais de petróleo enquanto o país detém uma produção quase suficiente. Para ele, o país deveria optar por política mais suave de variação de preços. As cargas fechadas de uma única empresa, para as quais o combustível responde por 40% a 50% do custo total, são as mais afetadas. Além disso, o setor tem que praticar a tabela de frete do ano passado enquanto aguarda uma mais justa.

    A alta internacional pode afetar também os preços do gás. No caso do gás natural, o cálculo é por uma conta gráfica semestral, com menos impactos na economia. Contudo, se a crise no Oriente Médio se agravar e os combustíveis ficarem mais caros no Brasil, esse custo vai pesar no bolso de todos e inibirá o crescimento econômico inclusive do Estado, que conta com uma média de expansão maior que a do país.

    Leia também: Petrobras decide segurar repasses aos combustíveis apesar da alta do petróleo

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